domingo, 17 de junho de 2012

A Classe Operária vai à Copa? Parte 2


Pois é, aí está uma coisa que pretendo investigar....


Mais de 60 casais oficializam união em cerimônia na Arena Corinthians


Construtora responsável pelo palco da abertura da Copa do Mundo organiza evento, que conta também com a presença de Andrés Sanches

Sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim... A resposta à famosa pergunta “você aceita fulana como sua legítima esposa (o)?” foi repetida 63 vezes na manhã deste domingo, na Arena Corinthians, em Itaquera, durante casamento coletivo organizado pela Odebrecht, construtora responsável pela obra.
casamento coletivo estádio itaquerão corinhtians (Foto: Marcos Ribolli  / Globoesporte.com)Casamento coletivo, neste domingo, na Arena Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
A maioria dos casais estava presente para oficializar uma união de anos. Afinal, muitos deles já moram juntos e até possuem filhos. Mas em alguns casos, o nervosismo é inevitável. Caso de Joseildo Emídio da Silva. Mesmo depois de sete anos morando com Daniela da Silva Moura, o operário tremia as mãos.
casamento coletivo estádio itaquerão corinhtians (Foto: Marcos Ribolli  / Globoesporte.com)Daniela teve buquê 'exclusivo' montado pelo noivo
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Na hora de provar as alianças, cedidas pela construtora ao casal, o rapaz mal conseguia encaixá-la em seu dedo. Ao seu lado, a sorridente esposa exibia um buquê diferente dos das demais noivas. Ela “recusou” o que seria fornecido pela Odebrecht para usar aquele que foi dado de presente pelo noivo.
- Eu fui ao mercado, comprei um vaso de flores, uns arranjos, um símbolo do Corinthians e eu mesmo fiz o buquê dela – contou, empolgado, Joseildo. Daniela é corintiana fanática e ficou feliz em ter a chance de oficializar sua união com o operário no palco da abertura da Copa do Mundo.
Dentre os 63 casais que estiveram em Itaquera no casamento deste domingo, um se destacou pelo fato de os dois (noivo e noiva) trabalharem na obra. Daniela e Luis Fernando trabalham em turnos diferentes, é verdade, mas estão juntos até mesmo no registro na carteira de trabalho.
- Eu comecei primeiro na área administrativa. Aí quando vi que tinha oportunidade para ele, o avisei. Agora ele é ajudante de produção - declarou Daniela.
Não foram apenas os operários que aproveitaram para oficializar os casamentos informais. Teve engenheiro chefe da obra que levou a mulher para receber uma benção pelas Bodas de Pérola (30 anos de casamento). Frederico Barbosa, gerente operacional da Arena Corinthians, estava todo feliz ao lado de Andréa.
Noivas no estádio do Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Noivas se preparam antes da cerimônia coletiva (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
- É a hora do se vira nos 30 (risos). É um prazer para mim vir compartilhar esse momento importante com os operários - falou o engenheiro.
Antes de o casamento começar, quem esteve na Arena Corinthians para dizer algumas palavras aos casais foi Andrés Sanches, ex-presidente do Timão e agora diretor de seleções da CBF. Em seu discurso, o cartola valorizou a ação da construtora e a oportunidade de regularização dos casamentos.
casamento coletivo estádio itaquerão andres sanches corinhtians (Foto: Marcos Ribolli  / Globoesporte.com)Andrés Sanches discursa para os noivos e convidados (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
- Além do orgulho de vocês estarem construindo esse estádio, tenho orgulho das iniciativas que vocês têm tomado aqui. Essa é a chance de regularizar as uniões de vocês. Quero agradecer também às esposas que deixam seus maridos saírem no domingo para ver o jogo do Corinthians - brincou Sanches.
O casamento coletivo em Itaquera, palco da abertura da Copa do Mundo, começou com a cerimônia civil. Depois de casados em nome da lei, os noivos se dividiram para a benção religiosa. Havia espaço para católicos e evangélicos. Todos os casais receberam um par de alianças e os registros do cartório e da igreja.Casamento no estádio do Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)


O bi, 50 anos atrás (e o famoso pênalti, que não foi pênalti…) 
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Djalma Santos, Zito, Gylmar, Zózimo, Nílton Santos, Mauro, em pé;
Garrincha, Didi, Vavá, Amarildo e Zagallo, agachados.
O Uruguai já havia sido bicampeão mundial, mas se dizia, então, à luz do rigor dos dicionários, que o Uruguai era duas vezes campeão mundial, em 1930 e 1950, no Uruguai e no Brasil, porque bi só era considerado quem ganhasse duas vezes seguida.
A Itália, não.
Era uma autêntica bicampeã, pois vencera as Copas de 1934 e 1938, na Itália e na França.
No dia 17 de junho de 1962, no Chile, o Brasil seria tão bicampeão como a Itália, pois vencera em 1958, na Suécia, primeira seleção, por sinal, a ganhar uma Copa do Mundo fora de seu continente.
E o bi veio com a vitória sobre a Tchecoslováquia, por 3 a 1.
Os tchecos saíram na frente, Amarildo, o Possesso, empatou, Zito desempatou e Vavá fechou o placar.
Uma Copa que teve uma maldição sobre o trio final do melhor ataque da história do futebol, o do Santos.
Coutinho, Pelé e Pepe, que seriam titulares absolutos, viram a final das arquibancadas.
Porque Coutinho e Pepe se machucaram antes de a Copa ter início e perderam suas posições para Vavá e Zagallo.
E Pelé, já Rei do futebol, se machucou no segundo jogo da Copa, exatamente contra a mesma Tchecoslováquia, no empate sem gols, fruto de uma distensão na virilha que doeu no país inteiro e pareceu ser fatal quando ocorreu.
No jogo seguinte, com Amarildo no lugar de Pelé, a Espanha de Puskas fez 1 a 0 e fez 2 a 0, o que, praticamente, eliminaria o time nacional.
Sabe-se lá por que, o árbitro anulou o belíssimo gol de bicicleta do húngaro naturalizado espanhol Puskas, ao alegar um impedimento inexistente.
Curiosamente, no entanto, o lance mais comentado é o que precede este gol mal anulado, quando se alega que Nílton Santos fez um pênalti em Collar na entrada da área pela direita do ataque espanhol, e deu dois passos para fora da área, engabelando o árbitro.
Não quero parecer o revisionista da história, mas convido você a ver o lance no Youtube. (http://www.youtube.com/watch?v=ybofMZAgXuU).
Constate você mesmo que o jogador espanhol se joga clamorosamente sobre Nílton Santos, que não comete pênalti algum.
O problema está em que o juiz marcou a falta que, se tivesse mesmo acontecido,  teria que ser assinalada dentro da área.
Mas, enfim, como se diz que o que vale é o que ficou registrado…
Bem, o registro mais importante é que, depois, o Brasil fez uma campanha brilhante, venceu a Inglaterra com Mané Garrinha começando a fazer gols de todos os jeitos –  como nunca havia feito, de pé esquerdo, de cabeça, cobrando faltas, o diabo em forma de gente.
Em seguida, nas semifinais, os derrotados foram os anfitriões chilenos com outra atuação magistral dele e, finalmente, os tchecos.
Brasil, legítimo bicampeão mundial, o segundo e último time a vencer duas Copas seguidas.
Quando veio o tricampeonato, no México, em 1970, tratamos de mudar o dicionário para sempre.

Política e Esporte: Afonsinho substitui Sócrates na Carta Capital

Prezado amigo Afonsinho

Para quem se inspira no futebol atual, coalhado de craques tão milionários quanto alienados, pode ser incompreensível a trajetória do ex-jogador Afonso Celso Garcia Reis, o Afonsinho. Apesar do estilo de jogo refinado e toque de bola impecável exibidos em grandes clubes brasileiros (Botafogo, Flamengo, Fluminense e Santos, entre outros), Afonsinho ficou conhecido por ter sido o pioneiro na luta pelo passe livre. Isso em pleno ano de 1971, com a ditadura a todo vapor. No Botafogo, primeiro liderou os companheiros de time em uma campanha pelo pagamento de prêmios atrasados. Algum tempo depois, foi impedido pela diretoria alvinegra de jogar enquanto mantivesse o visual “subversivo”: cabelo comprido e barba. Indignado com a arbitrariedade, entrou na Justiça em busca do passe livre. E ganhou. Sua atitude abriu caminho para outros jogadores lutarem por direitos trabalhistas e mereceu de Gilberto Gil a música Meio de Campo (Prezado Amigo Afonsinho, eu continuo aqui mesmo…, diz a primeira frase). A partir de maio, Afonsinho assumirá a coluna Pênalti em -CartaCapital, espaço ocupado por mais de uma década por Sócrates, morto em dezembro passado. Há muita semelhança entre os dois craques: ambos cursaram Medicina, eram amigos e usaram o futebol como instrumento de defesa da cidadania. “Sócrates tinha posições bem claras. Sou mais intuitivo”, compara o ex-jogador de 65 anos, que se diz profundamente honrado em substituir o “Doutor” nas -páginas da revista.

Marco. Ao lutar pelo passe livre em plena ditadura, ele mostrou que o jogador de futebol não era uma simples mercadoria
CartaCapital: É possível fazer uma relação entre o seu jeito de escrever e aquele do Sócrates?
Afonsinho: O Sócrates -rapidamente chegava a uma apreciação -profunda, parece que via em raio X. Em todos os momentos da vida se mostrava bem definido, como seu estilo de jogo. O futebol dele era retilíneo, até o corpo tinha ângulos agudos. Tanto no campo quanto na vida, Sócrates tinha posições bem claras. Eu sou mais sensível que inteligente, sou mais de sacar -coisas do que aprofundar um -raciocínio, mais intuitivo.
CC: Acompanhou de perto a Democracia Corintiana?
Afonsinho: Sim. Foi um movimento vitorioso também dentro de campo. Então, ninguém pode contestar. No futebol, o resultado é determinante. Quando se ganha, muita coisa errada passa e na derrota mesmo o que está certo vai por água abaixo. Ficou provado: é possível organizar os jogadores de forma diferente e ganhar os jogos. Foi um marco, algo extraordinário não só para o futebol, mas também para a sociedade.
CC: Há um paralelo entre a Democracia Corintiana e a sua luta pelo passe livre?
Afonsinho: A minha atitude em relação ao passe tinha a ver com a situação política do momento. Aquelas discussões tiveram importância porque era tudo fechado, então foi uma oportunidade de se abrir um espaço de debate. Aquilo tomou um vulto muito grande. Chegou ao ponto de as dondocas da sociedade discutirem o que achavam de um jogador usar barba e cabelo grande.

CC: O senhor já tinha participação política, não é?
Afonsinho: Estava na faculdade de Medicina quando o estudante Edson Luiz foi morto. Participei da missa dele. Sempre tive atuação política. Cheguei a participar de uma reunião onde foi discutida abertamente a possibilidade de entrar para a luta armada. Não fui porque eu e alguns outros não tínhamos a menor condição prática de entrar numa dessas.
CC: Como a ditadura mexeu com o futebol?
Afonsinho: O Brasil ganhou a Copa de 70 e depois ficou 24 anos sem ser campeão mundial. Há quem atribua a Jules Rimet ao regime. Para mim, aquela Copa é uma vitória da geração de 58 e 62, a própria formação dos jogadores foi baseada nessas equipes. Ninguém comenta o jejum de mais de duas décadas como consequência da ditadura.
CC: O modelo da CBF ainda tem muito da antiga CBD, não?
Afonsinho: É uma coisa terrível, porque a organização do futebol é medieval. O sistema de ligas, federações e confederações é estruturado dessa forma anacrônica. Isso persiste. Na federação mineira era o coronel Guilherme. Ele saiu ficou o filho. Na Paraíba, saiu o coronel de lá e ficou a mulher. Continua assim.
CC: O que acha do futebol ter se tornado um meganegócio em todo o mundo?
Afonsinho: O volume de dinheiro explodiu, mas à medida que injetam mais recursos no futebol, o espetáculo empobrece. Independentemente do tipo de organização, o clube é a razão de ser, pelos torcedores que mobiliza. Se o cartola vende a camisa de um clube para uma determinada marca, é o torcedor sendo visto como consumidor. E qual a participação dele quando se decide o horário dos jogos, qual emissora vai transmitir, qual a cor da bola? Quando o dirigente vende a transmissão ou a camisa para uma marca de fabricante, está negociando o torcedor. E o cara não tem nenhuma participação ativa nisso.
CC: Isso atrapalhou a essência do esporte?
Afonsinho: A relação dos jogadores com a bola hoje é diferente. O Flamengo passou dez jogos sem vencer uma partida, era como se não estivesse acontecendo nada. No Palmeiras a mesma coisa. Eles parecem não ter mais relação com o jogo em si. É o espírito do neoliberalismo transportado para o campo. Cada atleta é uma empresa, tem relações públicas, administrador… Uma coisa fria. Não se relacionam bem. E a coisa mais linda que existe no futebol é a relação dos jogadores entre si. A maneira como fui tratado por craques como Didi, Nilton Santos, Zizinho, era uma coisa de igual para igual.
CC: O Brasil vai conseguir realizar uma boa Copa em 2014?
Afonsinho: É um momento propício a mutretas. É assim: você aceita as regras e tem a Copa, ou não aceita e não tem a Copa. Optou-se por fazer. O Lula apostou nisso. É preciso então encarar de frente, aprofundar a fiscalização. Essa é uma oportunidade de ter alguns avanços na infraestrutura aeroportuária, transportes. Acho que, obrigatoriamente, vai se melhorar alguma coisa.
CC: E a Seleção Brasileira? Tem chances?
Afonsinho: O Brasil sempre faz um bom time, mas até agora não há nada que justifique grande animação. Dois anos para fazermos uma Seleção de verdade é muito pouco. O que eles fizeram? Por dois anos usaram a Seleção para mostrar, valorizar, negociar jogadores. Foram dois anos de esculhambação, não havia ideia de time para ganhar a Copa. Era algo deliberado. A CBF tem essa estratégia de negócios mesmo, porteira escancarada.
CC: E o Mano Menezes, o que acha dele?
Afonsinho: Ele não foi colocado lá para ficar. Assim como o Dunga também não foi colocado para ficar, mas acabou complicando por ter conquistado a Copa das Confederações. Depois, o ciclo se completou mal.
CC: O que o leitor de CartaCapital pode esperar de suas colunas?
Afonsinho: Posso dizer que vou me colocar de coração, mas vou levar a racionalidade até onde conseguir. Vou manter minha linha mestra de vida: ser coerente.
O documentário Passe Livre discute, entre outros, a importância de Afonsinho para o futebol:

sábado, 16 de junho de 2012

Educação Física na Tela


Apresentação pessoal, a vida à passeio e não a negócios. A infância jogando bola e sendo escoteiro no clube da GM. A juventude na indústria como ajustador mecânico. O encantamento com a Educação Física. Morando em Maceió, a 34ª casa. Minha geração saiu de mochila. O Bruno Silveira, filho do socialista mais preso do Brasil. Por que não conseguimos mudar o esporte no fim da ditadura? Faltou cupim. Falta liga entra os da saúde e os do errar é humanas.

Juca Entrevista Laércio Elias Pereira (parte 2)
http://cev.org.br/biblioteca/juca-entrevista-laercio-elias-pereira-parte-2/

A importância do Manoel Tubino. A Ginástica no Rádio, com o Osvaldo Diniz Magalhães, 51 anos no ar. A importância da Educação Física para os palestrantes da Escola do Futuro da UP. O começo do Centro Esportivo Virtual. Como começou a funcional e evoluir a tese de doutoramento. O Juca cevnauta pioneiro. Como participar do CEV. A importância da Escola de Muzambinho para a sobrevivência do CEV.

Juca Entrevista Laércio Elias Pereira (parte 3)
http://cev.org.br/biblioteca/juca-entrevista-laercio-elias-pereira-parte-3/

O CEV no interior do Brasil. Três vezes mais mensagens a partir do CEV. Como entrar no CEV. O direito de a criança brincar. A importância do Cagigal. Como o Manuel Sérgio veio parar no Brasil.
Juca Entrevista Laércio Elias Pereira (parte 4)
http://cev.org.br/biblioteca/juca-entrevista-laercio-elias-pereira-parte-4/
Entusiasmo com a Olimpíada. Vai faltar bola para as aulas de Educação Física no Interior do Maranhão,As elites que mantêm o Brasil e o esporte em estado de subdesenvolvimento. O aparelhamento das instituições governamentais. A proposta do Listello. O direito de todos à prática de esporte

Juca Entrevista Laércio Elias Pereira (parte 5)
http://cev.org.br/biblioteca/juca-entrevista-laercio-elias-pereira-parte-5/
As carências na área do esporte, a dignidade da profissão, o técnico campeão brasileiro de handebol pelo Maranhão.Indio não podia ser campeão de remo? Em momento de estresse prevalece a aprendizagem inicial. Perspectivas com a educação a distância e o engajamento dos meios de comunicação.

V CONGRESSO CENTRO-OESTE DE CIÊNCIAS DO ESPORTE


Prezados (as) Associados (as) e demais interessados (as), 

Ao cumprimentá-los (as), entramos em contato para divulgar o V CONGRESSO CENTRO-OESTE DE CIÊNCIAS DO ESPORTE (V CONCOCE), que será realizado entre os dias 03 e 06 de setembro de 2012, na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Dourados - MS.
Informamos que o sistema on-line de apoio a congressos (SOAC) já está recebendo trabalhos, com o prazo ampliado, até o dia 07 de julho. 
As pessoas interessadas em construir uma proposta para ministrar oficinas temáticas, seminários introdutórios e/ou realizar lançamento de livros. Maiores informações pelo e-mail: concoce2012@yahoo.com.br
O evento também disponibiliza aos interessados uma página para maiores informações acerca das atividades que seram realizadas.

Agradecemos a atenção e Aguardamos todos (as) em Dourados/MS.

Coordenação do V CONCOCE  e Secretarias Estaduais do CBCE - MS/MT/GO/DF

quarta-feira, 13 de junho de 2012

CONCURSO PÙBLICO: DOCENTE FEF-UnB

Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília, comunica a abertura dos Editais de Concurso Público para o cargo de Professor de Magistério Superior, nas seguintes áreas:


Área: Medidas e Avaliação em Educação Física
Classe: PROFESSOR ADJUNTO
http://www.srh.unb.br/concursos/docente-2012/category/8184-252

Área: Dança e Expressão Corporal
Classe: PROFESSOR ADJUNTO e ASSISTENTE (Cadastro Reserva)
http://www.srh.unb.br/concursos/docente-2012/category/8194-305

Áurea Godinho Tôrres
Secretária da Direção
Faculdade de Educação Física - FEF
--
Telefones: (61) 3107-2540 Fax: (61) 3107-2523
aureatorres@unb.br

terça-feira, 12 de junho de 2012

A CLASSE OPERÁRIA VAI À COPA?

O que VOCÊ acha?

Operários paralisam obras em protesto no Estádio Nacional Mané GarrinchaEscrito por Daniela Novais
 
Crédito : Divulgação
Na manhã desta terça (12) os cerca de três mil operários que trabalham na construção do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha paralisaram as obras em protesto, pedindo melhores condições de trabalho e por conta da morte de um servidor (+aqui). Eles devem retornar ao trabalho nesta quarta-feira (13).
De acordo com a empresa responsável pelas obras, o Consórcio Brasília 2014, os funcionários foram liberados para que a perícia possa continuar as investigações no local, em busca de elucidar a causa do acidente que causou a morte do operário José Afonso de Oliveira Rodrigues, de 21 anos. Ainda segundo a empreiteira, o trabalho da Polícia Civil teve que ser interrompido na noite de segunda (11) por conta da escuridão no local.
O GDF divulgou nota lamentando o falecimento do operário, se solidarizando com a família do rapaz. Segundo a nota, o acidente foi uma fatalidade e lembrou que a obra ganhou recentemente o certificado SA 8000 (Social AccountAbility 8000) por conta da responsabilidade social com os operários. O GDF informou ainda que solicitou ao Consórcio Brasília 2014 a adoção das providências necessárias para apuração dos fatos, bem como de apoio à família da vítima.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, José Afonso despencou de uma altura de quase 30 metros após uma madeira ceder e usava parte do cinto de segurança no momento do acidente. Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros, Efraim Miranda, o ajudante de carpinteiro teve afundamento facial, trauma no tórax e traumatismo craniano encefálico.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

IMPERDÍVEL


Gonzagão 100 anos CCBB


Apresentações de Moraes Moreira, Carlos Malta, Pife Muderno, Chico Cesar, Quinteto da Paraíba, Marcelo Caldi, Otto, Casuarina, Bebe Kramer, Daniel Gonzaga e As Chicas

Daniel Gonzaga
diretor musical

Começo esse texto com um exercício de imaginação quase banal e totalmente infantil, mas nem por isso pouco relevante: E se pudéssemos voltar cem anos no tempo? Cem anos atrás. No meu caso, que escrevo o texto, dia 5 de maio de 1912. O que existia era um Brasil que tinha assinado a lei Áurea em 1888, pouco antes da proclamação da republica, em 1889. Esse Brasil ainda agrário, teria pela frente a semana de arte de 1922 e abrigaria intelectuais capazes de fazer essa mesma arte brasileira ganhar o mundo por qualidades únicas.

Maio de 1912. Januário consertava seus foles e de vez em quando parava para olhar a mulher que anunciara a gravidez poucos dias antes. Dali nasceria Luiz Gonzaga. Nasceria aos pés da serra do Araripe, num lugar chamado Exu, distante pra 600 km de Recife, que distava pra mais de sei lá quantos dias
de viagem da capital - o Rio de Janeiro.

Como compreender a música? Como chegava aos ouvidos desse menino o fenômeno "música" em 1925 ou 1930 - ano de sua partida? Ecos da capital? Repetição das toadas, modas e baiões do sertão? O fato e que essa música não só foi por ele assimilada, como foi também argutamente aprimorada por sua sensível personalidade genial. Tendo um amplo espectro de ritmos trabalhados e assuntos abordados, promoveu então a integração do "norte" com o "Sul" A partir dessa “percepção" da música, Gonzaga tornou-se um dos pilares da música popular brasileira. Sua música e amplificada nas vozes de milhares de artistas pelo Brasil afora, sendo referencia e mote de (re) criação.

Esse projeto reverencia não só o grande nome de Luiz Gonzaga, como sua diversidade musical. Sua variedade sonora dentro do universo restrito do forro pé de serra e no momento histórico e cultural em que isso acontecia.
Ouvir Luiz Gonzaga em diversas roupagens. (Re) significar.Carlos Malta, Otto, Casuarina... Moraes, Gonzagas... Todos parte de uma mesma música popular brasileira e todos diferentes entre si. Sotaques, linguagens e propriedades. Porta-vozes de mensagens vindas de uma época em que não havia celular, internet, tablet... Nem TV, nem CD (ou vinil...)... Termino esse texto com um exercício de imaginação quase banal e totalmente infantil, mas nem por isso pouco relevante:

E se pudéssemos voltar cem anos no tempo? Seriamos nos capazes de prenunciar e criar uma música que durasse cem anos?

Programação

Dia 24/6, palco ao ar livre 
“Sertão de cores e amores”
Com Moraes Moreira (violão e voz), Carlos Malta e Pife Muderno – (Andréa Ernest Dias (flauta), Oscar Bolão (caixa e pratos) , Bernardo Aguiar (pandeiro), João Hermeto (percussão)

 Dias 29, 30/6 e 01/7 no teatro do CCBB
“Só deixo o meu cariri...”
Com Chico César (voz, violão), Marcelo Caldi (acordeon, piano) e Quinteto da Paraíba (quinteto de cordas: violino, 2 violas, cello e contra baixo)

 Dias 6,7 e 8/7 no teatro do CCBB
“A volta da Asa Branca”
Com Otto (voz), Bebe Kramer (acordeon) e Casuarina – (violão, cavaquinho, pandeiro e voz, bandolim, tan tan e voz)

 Dias 13,14 e 15/7 no teatro do CCBB
“A Hora do Adeus” 
Com Daniel Gonzaga (violão e voz) e As Chicas (voz, sanfona, contra baixo e bateria)

Ficha Técnica
Idealização e Coordenação Geral: Andrea Alves.
Diretor Musical: Daniel Gonzaga. 
Produção Artística: Rodrigo Rezende. 
Produção Executiva: Vivi Borges. 
Realização: Sarau Agência de Cultura Brasileira. 

domingo, 10 de junho de 2012

Boletim (In)Formativo


XIII Seminário O Lazer em Debate

Produção do Conhecimento no âmbito dos Estudos do Lazer
may 22 '12
may 22 '12
Prezados(as) participantes, aguardamos todos vocês na confraternização do evento, dia 14 de junho, quinta-feira, às 21h, no Cartola Bar, apresentando Carlos Fernando Cunha e o show zeroquarenta. A entrada é de R$13. Será uma grande festa! Até lá!
may 3 '12

Programação Completa!

Já está disponível no link “programação completa” a divulgação de todos os trabalhos aprovados (pôsteres e comunicação oral) já compondo toda a programação do evento. Até breve! 
may 3 '12

Agência de Turismo!

A organização do XIII Seminário “O Lazer em Debate” fez uma parceria com uma Agência de Turismo que irá sugerir a preços acessíveis pequenos pacotes turísticos de alguns dos atrativos em torno de Belo Horizonte para o final de semana em que ocorre o evento. Aguardem as novidades no link “Agência de Turismo”. Divirtam-se! 
nov 9 '11

Inscrições abertas!!!

Bem vindos ao XIII Seminário “O Lazer em debate”
13 a 15 de junho de 2012
A inscrição de trabalhos segue até o dia 16 de março de 2012!!!
Valores promocionais para inscrição até o dia 15/04, confiram!!!

sábado, 9 de junho de 2012

Mundo da Educação Física

Notas críticas sobre o episódio da morte de jovem na Educação Física em Planaltina


Diante das repercussões sobre a morte de um aluno de escola pública de Planaltina em plena aula de Educação Física, senti, enquanto professor desta área, a necessidade de dar meu posicionamento sobre o caso.
O primeiro ponto refere-se ao tratamento que a mídia e alguns setores da sociedade (oportunistas), como o Sistema CREF/CONFEF, que insistem na busca de um culpado, resultando em um profundo desrespeito à dor da família, a situação da professora, dos alunos adolescentes e dos gestores da escola. A professora e a escola foram condenadas pela “opinião pública” sem que os fatos, que merecem um tratamento mais cuidadoso, tivessem sido apurados. Sendo assim, apontar culpados, antes de analisar o fato é leviano.
Como segundo ponto, gostaria de destacar a relevância de se entender a Educação Física escolar como componente curricular obrigatório de toda Educação Básica, difere-se de espaços de intervenções que tem como objetivo o alto rendimento, que exige esforço físico que justifique a prática da atividade física condicionado a um diagnóstico médico, mais comumente materializado e conhecido como o atestado médico. Esse mito, de se ver a escola como espaço-tempo de formação de atletas sob a ótica do paradigma da aptidão física e do alto rendimento, arraigado no senso comum, impedem uma compreensão mais ampla, crítica e contextualizada de uma disciplina que compreende os elementos da cultura corporal (ginástica, lutas, dança, jogos e esporte) como conteúdos/conhecimentos sistematizados e historicamente construídos pela humanidade pela qual se cumpre a função social da escola na apropriação crítica desses conhecimentos. A superação desse paradigma permite vislumbrar uma Educação Física presente na escola, para além do movimento pelo movimento, mas como práticas construtoras de sentidos e significados para a vida cotidiana e concreta de cada educando. O PAR-Q, por exemplo, é um teste simples, prático e objetivo, que por meio de algumas perguntas “filtra” mais de 90% dos casos que realmente precisam passar por uma perícia médica para o diagnóstico de alguma possível limitação.

Neste sentido, é incabível pensar na desobrigação ou dispensa das aulas de educação Física para “cardiopatas”, surdos, mulheres, deficientes físicos, negros, idosos, deficientes intelectuais, “gordinhos”, “pernas-de-pau”, homossexuais etc. A diversidade e heterogeneidade são o reflexo concreto da sociedade. A habilidade de trabalhar estabelecendo os limites de cada um é o exercício a ser perseguido na prática educativa e de formação.
É certo que as condições objetivas para o exercício da docência em Educação física nas escolas do Distrito Federal estão aquém das ideais. A Educação pública e a escola sofrem com o descaso histórico do poder público, visíveis na desvalorização do profissional de educação, na precarização das relações de trabalho, nas carências em infra-estrutura, nos escassos materiais pedagógicos e determinantemente nas insuficientes ações de formação continuada. Cabe ressaltar que os professores de Educação Física da SEDF ficaram por quase 12 anos, isolados e abandonados quanto a esses quesitos. Somente para ilustrar, foram pouquíssimos cursos de formação na área ao longo desse tempo e ações e projetos totalmente distanciados da realidade e demanda escolar, alguns terceirizados. No ano de 2011, após esses 12 anos de dilapidação da educação pública no Distrito Federal (Roriz e Arruda), foram realizados, pela Diretoria de Desporto Escolar e Educação Física, um Seminário (SALUTE: Saúde e Lazer dos Trabalhadores em Educação), sete cursos em educação em saúde, um curso em xadrez escolar e um curso de gestores do Programa Ginástica nas Quadras e Centros de Iniciação Desportiva. Que pese esses esforços realizados, um déficit de tanto tempo não se resolve de um ano para outro. O que não se pode é culpabilizar o indivíduo para se dar alguma resposta sobre o ocorrido.
Acredito que o que aconteceu foi uma fatalidade. Uma fatalidade acontece quando não se pode prever o ocorrido ou que as variáveis estão “longe do alcance”. Quando acontecem situações deste tipo, sempre aparecem aqueles que defendem o atestado médico para a prática de Educação Física. Sou firmemente contra. A indústria do atestado médico não pode ressurgir das cinzas, pois além de não dar certo, contribui para que muitos arrumem uma justificativa para não apreender a disciplina. Alguém é proibido de fazer qualquer outra disciplina? A solução seria então impedir toda criança de ir para o recreio se não trouxer um laudo médico que ateste a sua “boa” capacidade para praticar algum exercício físico? Quantos jovens atletas morrem praticando diversas modalidades esportivas, mesmo com acompanhamento médico e infraestrutura de ponta? Por isso digo que foi fatalidade! Mas é claro que eu acredito na importância de se saber a realidade de cada sujeito.
O último ponto o qual acredito ser imperioso. O episódio ocorreu em uma aula de Educação Física Escolar e desta forma, não cabe a Conselho Profissional se “intrometer” neste âmbito, matéria da alçada do MEC e Conselho Nacional de Educação. O CREF/CONFEF NÂO PODE “cassar diplomas”! Não é de hoje que o Sistema CREF/CONFEF comete ingerências no âmbito escolar, de “olho” no ($) domínio deste campo que abriga milhares de trabalhadores em Educação Física, no entanto o CREF/CONFEF não possui respaldo legal para se envolver nesta questão devendo restringir-se ao seu campo de intervenção do qual, a Escola, não faz parte. Esse tipo de atuação deplorável e oportunista é inaceitável! Espero que o MEC, o CNE e a Coordenação de Educação Física e Desporto Escolar da SEDF não permitam intromissões “interesseiras” a esse respeito sobre o componente curricular Educação Física e dê o apoio necessário a família do estudante. E espero que o nosso sempre combativo SINPRO proporcione todo apoio à professora, para que não haja futuramente um sentimento de insegurança na prática docente em Educação Física.

Prof° Ms. Pedro Osmar Flores de Noronha Figueiredo (Tatu)
Professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal
Secretário-Adjunto do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte
Membro do Fórum Popular e Permanente de Esporte e Lazer do DF



terça-feira, 5 de junho de 2012

Associação Nacional dos Torcedores e Torcedoras

Marcos Alvito, da Associação Nacional dos Torcedores e Torcedoras em uma palestra no ano passado falando da elitização do futebol e da criação da ANT. 
Tem cerca de 18 minutos:  http://www.tedxfloripa.com.br/talk/marcos-alvito/



sexta-feira, 1 de junho de 2012

FiFaUTEBOL NEGÓCIO: Quem sai lucrando?


Fifa já admite que “legado” da Copa é bobagem. A farsa escancarada

O repórter Sérgio Rangel publica reportagem na Folha de S.Paulo, hoje, com uma declaração surpreendente de Jerome Valcke, o secretário da Fifa especialista em chutes no traseiro.
“Copa não mudará o país”, disse Valke, para quem só as arenas e os aeroportos são prioridades.
A declaração é o oposto de tudo o que o governo discursou até agora – desenvolvimento e legados – e demonstra a farsa que se transformou o megaevento de R$ 38 bilhões.
Porque, “diante do atraso das obras, a Fifa já admite que os projetos ligados à Copa não terão um impacto que altere a cara do Brasil”. disse Valke.
“O que precisamos, com certeza, são dos estádios. Precisamos também que os aeroportos funcionem, que as pessoas possam se locomover de uma cidade para outra. Mas não podemos pensar que um país mudará completamente em cinco, seis anos“, afirmou o dirigente.
Enquanto isso…
Ainda segundo o repórter da Folha, o ministro da Cidades, Aguinaldo Ribeiro, responsável pelos projetos de mobilidade urbana, afirmou que em outubro poderão ser excluídos do pacote da Copa projetos não iniciados.
“Se em outubro não tiverem sequer projeto ou se não tiverem sido contratadas, vai haver debate no governo para decidir qual será o encaminhamento nessas obras. Não havendo a contratação, acho que não haverá condição de ter execução dentro do período próprio“, afirmou.
Há projetos que estão com dois anos de atraso, como já divulguei, com base em cobranças do Tribunal de Contas da União.
Em decorrência, não há matriz de responsabilidade, isto é, não se sabe de onde sairá o dinheiro, se do governo federal, estadual ou municipal.
É a desordem institucionaliada da Copa e, agora, reconhecida pela entidade maior, a Fifa, que faz o governo recuar e admitir não ser preciso tanta obra…
Ou seja, as obras foram projetadas – no discurso, claro – por conta do Mundial de Futebol. Não que seja uma necessidade dos brasileiros em geral.
A farsa do “legado” do Pan 2007 se repete na Copa 2014. Agora, com antecedência de cinco anos.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

GREVE NAS IES: BAHIA


A Assembleia Histórica da APUB

maio 30, 2012
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Os professores da Universidade Federal da Bahia resolveram não mais sofrer calados, depois de uma década de silêncio. Por 119 votos contra 49, os docentes da UFBA se posicionaram favoráveis a seguir os rumos tomados nacionalmente pelos colegas das instituições federais de ensino superior (IFES). Os docentes da UFBA decidiram pela greve. As tentativas de manobra de membros da diretoria da APUB e simpatizantes não resistiram à disposição da base em lutar pela dignidade da categoria.
A assembleia histórica da APUB de 29 de maio foi acompanhada atentamente pelos estudantes da UFBA que hipotecaram solidariedade à luta dos docentes.
Todo poder ao trabalhador! Todo poder à base!
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DIREÇÃO DA APUB/UFBA FERE A LEI DO DIREITO À GREVE, DESRESPEITA OS PROFESSORES E DESCONSIDERA A DECISÃO DA ASSEMBLÉIA DOS DOCENTES

NOTA SOBRE LEGITIMIDADE DA ASSEMBLEIA DE PROFESSORES DA UFBA 29/05/2012 E CERCEAMENTO DO DIREITO DE GREVE PELA APUB COM 

PROPOSTA DE REFERENDO

Inicialmente importa informar que 119 professores da UFBA, em um total de 172 presentes (49 votos contra e 4 abstenções), decidiram em Assembleia Geral, no dia 29/05/2012, aderir ao Movimento Grevista Nacional devidamente convocado pelo ANDES e aprovado nacionalmente desde 17 de maio de 2012.

A lei de greve em vigor (Lei 7783/89) define no artigo 4º que caberá à entidade sindical correspondente convocar, na forma do seu estatuto, Assembleia Geral que definirá as reivindicações da categoria e deliberará sobre a paralisação coletiva da prestação de serviços. Determina ainda que o estatuto da entidade sindical deverá prever as formalidades de convocação da Assembleia Geral e o quórum para a deliberação, tanto da deflagração quanto da cessação da greve.

A lei então prevê que o estatuto regule a convocação e o quórum para deliberação em Assembleia e não após esta. A Assembleia Geral é soberana, e a lei não prevê qualquer formalidade após a convocação e a deliberação da mesma, e isso é uma conquista democrática de 1989, logo após a Constituição Federal.

Pode-se questionar a Assembleia e até fazer outra para debater a greve, mas referendo ou plebiscito, inclusive por meio eletrônico, inviabiliza uma decisão legítima e certamente

cerceia o direito de greve.

Este artigo 16 do Estatuto da APUB é um entulho autoritário, uma manobra formalista, jurídica, com ares de democracia, que quer acabar com um costume e tradição histórica de debate, diálogo, convencimento, formação de opinião, socialização de informação que ocorrem nas Assembleias Gerais em todas as greves.

Não há caso de utilização deste expediente que se mostra como uma invenção jurídico político autoritária. Quem participou de alguma greve, e quem estava presente na Assembleia da UFBA do dia 29 de maio sabe que esta é uma ocasião de exercício da democracia e de deliberação máxima quanto às reivindicações a serem conduzidas por um comando de greve instituído pelos presentes na Assembleia.

Importa ainda informar que o estatuto que atual direção pretende se respaldar não tem base legal após a decisão do STJ acerca da unicidade sindical. O estatuto da APUB onde consta a necessidade do referendo foi anulado pela Justiça do trabalho em primeira instancia. Portanto, está em vigor o estatuto original desta entidade, segundo o qual esta se encontra filiada ao ANDES-SN, único sindicato nacional de professores com registro no Ministério do Trabalho.

A questão é que a APUB segue sendo uma SESSÃO SINDICAL LOCAL DO ANDES-SN. Assim, o estatuto vigente legalmente, registrado no Ministério do Trabalho, não é o atual que essa direção criou e toma como base para fazer valer suas vontades.

É importante garantir a decisão da ASSEMBLEIA e a não realização de tal refendo, visto que isto fere a própria lei do direito à greve, desrespeita os professores e a soberania da Assembleia. O ANDES-SN, em edital, chamou greve nacional, que foi deliberada e aprovada em Assembleia local da UFBA, a qual cumpriu com todos os requisitos legais de instalação da mesma e tão somente aderiu à Greve Nacional.

Compreendemos juridicamente que a decisão da Assembleia em aderir ao movimento é legítima e que o Estatuto que propõe o referendo não é legítimo. O Estatuto em vigor não fala em referendo. O referendo não é legítimo nem formal nem materialmente. Ele é um cerceamento do direito de greve, pois a lei não regula nada para além da Assembleia Geral e o sindicato, ao criar obstáculos ao exercício do direito à greve para além da lei, age de modo abusivo.

Este dispositivo se considerado legítimo pode acabar com o direito de greve no Brasil. Esta é a contribuição da atual direção da APUB hoje para a luta dos sindicatos e trabalhadores. Por certo, é possível reverter e contrapor o referendo na Justiça e nas Unidades da UFBA.