segunda-feira, 16 de julho de 2012

Magia Negra

Por Sérgio Vaz


Magia negra era o Pelé jogando, Cartola compondo, Milton cantando. Magia negra é o poema de Castro Alves, o samba de Jovelina... Magia negra é Djavan, Emicida, Mano Brown, Thalma de Freitas, Simonal. Magia negra é Drogba, Fela kuti, Jam. Magia negra é dona Edith recitando no Sarau da Cooperifa. Carolina de Jesus é pura magia negra. Garrincha tinha duas pernas mágicas e negras. Milton Santos é puramagia.

Não posso ouvir a palavra "magia negra" que me transformou num dragão.

Michael Jackson e Jordan é magia negra. Cafu, Milton Gonçalves, Dona Ivone Lara, Jeferson De, Robinho, Daiane dos Santos é magia negra. Abiana Cozza, Machado de Assis, James Baldwin, Alice Walker, Nelson Mandela, Tupac, isso é o que chamo de magia negra. Magia negra é Malcon X, Martin Luther King, Mussum, Zumbi, João Antônio, Candeia e Paulinho da Viola. Magia negra é Sabotage, MV Bill, Anderson Silva. Pepetela, Ondjaki, Ana Paula Taveres, João Mello: magia negra. Magia negra são os brancos que são solidários na luta contra o racismo. Magia negra é o rap, o samba, o blues, o rock, hip hop.

É isso e mais um monte de coisa que é magia negra.
O resto é feitiço racista.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

DOSSIÊ: FORMAÇÃO DE PROFESSORES E ATUAÇÃO PROFISSIONAL



 O Movimento Nacional contra a Regulamentação do Profissional de Educação Física (MNCR) organizou este Dossiê com o objetivo de aglutinar materiais e documentos que nos ajudem e nos respaldem política e juridicamente em defesa da atuação profissional do(a) Licenciado(a) em Educação Física. A necessidade da construção deste Dossiê se dá pelo fato da intervenção do Sistema CONFEF/CREFs na área, em muitos casos se aproveitando da desinformação, construindo suas ações no campo legislativo e político no sentido de proibir a atuação do(a) Licenciado(a) em Educação Física na área não escolar (academias, clubes, hotéis, etc) 

As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Física, Resolução CNE/CES nº 07 2004, possibilitam duas habilitações para os trabalhadores da área, assim como propõem uma formação específica para cada habilitação: Graduação em Educação Física e Licenciatura em Educação Física. De acordo com a lei nº 9.394/96 a Graduação compreende: Licenciatura, Bacharelado e Cursos Superiores de Graduação Tecnológica. Sendo assim, quando as Diretrizes Curriculares se referem à Graduação, a formação em questão compete tanto para a Licenciatura como para o Bacharelado. Entretanto, determina que só quem tem condições para atuar na Educação Básica são os(as) Licenciados(as). Logo, não existe uma limitação do campo de atuação do(a) Licenciado(a), mas sim um limitação no campo de atuação do(a) Bacharel em Educação Física, que não pode atuar na Educação Básica.

O que vemos é o Sistema CONFEF/CREFs afirmando que o termo Graduação, encontrado nas referidas Diretrizes Curriculares Nacionais, seria o mesmo que Bacharelado. Ou seja, para o Sistema CONFEF/CREFs, as Diretrizes Curriculares Nacionais delimitam o campo de atuação da Licenciatura à atuação na escola, e ao Bacharelado, que, no entendimento deles, é a mesma coisa que Graduação, à atuação fora da escola.

Em virtude dessa compreensão equivocada e interessada, a formação dos trabalhadores da
área vem sendo atacada através de mais fragmentação do conhecimento e da atuação, sendo relegado para a Licenciatura conteúdos quase que exclusivamente relacionados à área pedagógica, e, para o Bacharelado, quase que exclusivamente conteúdos relacionado à área mais técnica da saúde e do esporte. O resultado disso é uma formação precária/desqualificada dos profissionais da educação física, que embora tenham o direito de atuar em outros espaços da área, como o caso do(a) Licenciado(a), acaba não tendo uma formação inicial no curso de Graduação que o possibilite atuar nesses espaços. 

Desta forma, tivemos inúmeras consultas que foram feitas ao Conselho Nacional de Educação a respeito da atuação dos(as) Licenciados(as) em Educação Física, dentre eles temos: Parecer CNE/CES 400/2005, Parecer CNE/CES 82/2011 e Ofício 229/2011 CES/CNE/MEC que esclarecem, com relação aos cursos de Licenciatura de antes e depois da Resolução CNE/CES 07/2004, que legalmente não existe distinção na formação e atuação destes profissionais, pois todas os cursos de Licenciatura ofertados atualmente são de caráter pleno, e, portanto, os licenciados e as licenciadas podem atuar na área escolar e não escolar; Parecer CNE/CEB 11/2005 esclarece que a autorização de funcionamento de cursos e de instituições de ensino, obedecidas as Diretrizes Curriculares Nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação é de competência exclusiva dos respectivos sistemas de ensino, assim como são de sua competência exclusiva as ações de acompanhamento, supervisão e controle de qualidade. Aos Conselhos Profissionais cabe a incumbência de fiscalização do exercício profissional dos integrantes de sua categoria profissional. Além desses, trazemos nos documentos uma decisão do Ministério Público Federal que afirma que: de acordo com o descrito na legislação, verifica-se que, via de regra, para o exercício da docência na Educação Básica, será necessária a formação de nível superior, em curso de Licenciatura, de graduação plena; contudo, referida norma não restringiu a atuação dos profissionais dos cursos de licenciatura, mas sim exigiu que para a docência na Educação Básica seria necessário a formação em cursos de licenciatura (instituiu uma garantia adicional à Educação Básica, em razão de sua importância para a formação dos trabalhadores); é necessário esclarecer que a liberdade profissional somente pode ser restringida por meio de lei, e que é inadmissível que haja restrições por meio de resolução ou instruções normativas de conselhos profissionais; o Parecer 207/2011 CEE/BA que reitera que o Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), reconhecido por ato do Excelentíssimo Senhor Governador do Estado da Bahia em face da decisão do Conselho Pleno pelo Parecer 198/2004, não contempla qualquer exigência de que os seus egressos, portadores de diploma de Licenciatura registrados nos termos do art. 48, § 1°, da Lei Nacional 9.394, de 1996, precisem de registro em qualquer Conselho Regional de Educação Física para efeito de inscrição em concurso ou de posse em cargo do Professor de Educação Física nas Instituições de Ensino públicas ou privadas, onde têm assegurado o seu pleno exercício docente, logo compreendemos que o exercício da docência deve ser livre nacionalmente, sem precisar de registro em um conselho profissional.

Além destes documentos citados, incluímos outros materiais que sustentam a nossa defesa da atuação do(a) Licenciado(a) em qualquer campo de trabalho da Educação Física, todos eles seguem a mesma linha de interpretação da legislação existente. Desta forma apresentamos nesse Dossiê um conjunto de documentos do campo jurídico que fundamentam a defesa da atuação do(a) Licenciado(a) em Educação Física tanto na Educação Básica quanto em áreas não escolares.

Evidencia-se assim que, mesmo com toda esta defesa jurídica e política, a atuação do Sistema CONFEF/CREFs baseia-se em falsas interpretações da legislação com o único intuito de beneficiar-se com a divisão da formação, da fragmentação da categoria e da imposição de seu entendimento para a formação de professores e professoras. De fundo, está em jogo o cerceamento do direito ao trabalho dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação Física. Defendemos este direito, assim como lutamos pela regulamentação do trabalho e não a regulamentação da profissão.

Para ter acesso ao dossiê jurídico clique aqui .

domingo, 8 de julho de 2012

Lei de Incentivo ao Esporte


Reaberto o prazo para apresentação de projetos até 15/09
 INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE A APRESENTAÇÃO DE PROJETOS
 Logo Lei De Incentivo ao Esporte
De acordo com o parágrafo 2º do art. 1° da portaria nº 68 de 22 de abril de 2010, que altera a portaria nº 120 de 03 de julho de 2009, o prazo para protocolização da documentação referente aos projetos desportivos ou paradesportivos se encerra dia 15 de setembro de 2012, considerando-se a data do protocolo ou da remessa constante do Aviso de Recebimento (AR).
Solicitamos aos proponenentes que não trabalhem simultaneamente com mais de uma janela do Sistema da Lei de Incentivo ao Esporte - SLIE em aberto. Ao finalizar as operações no SLIE, os proponentes deverão efetuar logoff.
O primeiro procedimento para a apresentação dos projetos é o cadastramento.
O segundo passo é o preenchimento dos formulários disponibilizados no site do Ministério do Esporte. Após o preenchimento e impressão, o proponente deverá juntar ao formulário impresso toda a documentação obrigatória elencada no Decreto 6.180 de 03 de agosto de 2007, em seus art. 9º e 10º e a Portaria nº 120 de 03 de julho de 2009, em seus arts. 4º e 5º, sendo:
  • pedido de avaliação do projeto dirigido à Comissão Técnica, com a indicação da
    manifestação desportiva;
  • cópias autenticadas do CNPJ, do estatuto e das respectivas alterações, da ata da assembléia que empossou a atual diretoria, do Cadastro de Pessoa Física - CPF e do documento Registro Geral - RG dos diretores ou responsáveis legais, todas relativas ao proponente;
  • descrição do projeto contendo justificativa, objetivos, cronograma de execução física e financeira, estratégias de ação, metas qualitativas e quantitativas e plano de aplicação dos recursos;
  • orçamento analítico e comprovação de que os preços orçados são compatíveis com os praticados no mercado ou enquadrados nos parâmetros estabelecidos pelo Ministério do Esporte, com a apresentação de 03 orçamentos;
  • comprovação da capacidade técnico-operativa do proponente;
  • comprovação de funcionamento do proponente há, no mínimo, um ano;
  • nos casos de construção ou reforma de imóvel, comprovação de pleno exercício dos poderes inerentes à propriedade do respectivo imóvel ou da posse, conforme dispuser o Ministério do Esporte.

O terceiro passo é o envio da documentação relativa aos projetos desportivos ou paradesportivos para Ministério do Esporte, situado na SEPN 511 Edifício Bittar II 3º andar - Brasília/DF, CEP 70750-541, de segunda a sexta-feira, das 9 às 17h. No caso de remessa da documentação por correio, deve-se encaminhá-la ao endereço com AR.
O acompanhamento da tramitação dos projetos deve ser feito através do site da SLIE.

Educação Física de Joelhos: Semana Olímpica nas Escolas Públicas

Após o absurdo de transformar os JEVs (Jogos Escolares Brasileiros) em Olimpíadas Escolares vem aí:
A Semana da Educação Olímpica?????
Ta aí mais um PL que estupra os Projetos Políticos Pedagógicos das Escolas com a interferência indevida dos interesses das organizações esportivas-empresariais, endossadas pelo CONFEF e SINPEFs. Até quando a escola vai ficar de joelhos??
Eu acho um absurdo. Por isso eu repito:

 "É melhor morrer de pé, do que viver de joelhos" (Emiliano Zapata)

Projeto de Lei Institui a Semana Olímpica nas Escolas Públicas

PROJETO DE LEI N°          , DE 2012


(Dos Srs. João Arruda, André Figueiredo, Otavio Leite, Gilmar Machado, Flavia Morais, Walter Feldman, Romário, José Rocha, Afonso Hamm, Efraim Filho, Lelo Coimbra, Luci Choinacki, Renam Filho, Ricardo Tripoli, Valadares Filho, Willian Dib, Sueli Vidigal, Carlos Sampaio, Fabio Faria).



Instituir a Semana Olímpica nas Escolas Públicas.



O Congresso Nacional decreta:



Art. 1o - Fica instituído no âmbito das Escolas Públicas a Semana da Educação Olímpica.



Art. 2º - A Semana da Educação Olímpica terá início anualmente no dia 23 de junho, Dia Olímpico Internacional.

§ 1º - A Semana da Educação Olímpica terá caráter multicultural e deverá ser desenvolvida interdisciplinarmente, por cada Unidade de Ensino de acordo com seu projeto pedagógico.



§ 2º - As diversas disciplinas escolares em conjunto com a educação física, poderão se unir para destacar, incentivar e implementar valores éticos, sociais e morais através do olimpísmo.



Art. 3° - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.



JUSTIFICAÇÃO



O Brasil está às vésperas de um momento histórico: ser a sede dos Jogos Olímpicos de 2016 não só gerando um importante impacto no país, mas também na América Latina, em termos econômicos, culturais, sociais e educacionais nesta década.



Ao longo dos próximos sete anos teremos a responsabilidade de mostrar ao mundo como evoluímos em nossa educação, em nosso processo de voluntariado, de nossos compromissos sociais, de uma escola inclusiva, para todos e formadora de valores para a vida. Consolidaremos finalmente a instalação no país da Economia Criativa, que reúne efeitos econômicos dos megaeventos de bases culturais, educacionais e esportivas, antes ensaiada pela realização dos Jogos Panamericanos no país em 2007.



A Copa de 2014, os demais eventos internacionais que serão realizados no país e a Olimpíada e Paraolimpiada de 2016 serão importantes plataformas para garantir visibilidade internacional ao Brasil. O primeiro evento deve atrair – de 2013 até o fim das competições de futebol – os olhares de 26 bilhões de espectadores, em audiência acumulada, e os Jogos de 2016, por sua vez, devem chamar a atenção de 36 bilhões de pessoas ao longo dos próximos seis anos. O que for apresentado junto às competições, claro, terá grande alcance mundial.



Mais do que um grande evento esportivo que mobiliza o mundo inteiro, os Jogos Olímpicos são um ponto de partida e uma grande chance de nosso país acumular em políticas para não só marcar em sua história um grande acontecimento, mas evoluir ainda mais para alcançar a eliminação dos Déficits Sociais e ampliar a política de paz e desenvolvimento para as áreas que precisam.



Não podemos tratar o cidadão como um simples consumidor, mas devemos tratar como um sujeito universal, dotado de necessidades que ultrapassam o trabalho e a moradia, fazendo com que olhemos para o esporte como uma área importante para contribuir na construção desse cidadão.



A realização dos principais mega eventos esportivos no país deve ser uma oportunidade para o desenvolvimento social e a formação cidadã e implantação de hábitos saudáveis.



O mundo atravessa um período de modernização desenfreada, o que objetiva facilitar a vida das pessoas, porém vêm tornando o ser humano cada vez mais sedentário, causando uma série de epidemias, em destaque a obesidade, as doenças do coração, dentre outras. O modernismo trouxe novas concepções, hábitos e atitudes tornando-se imperioso a “(re) construção” de valores éticos, sociais e morais.



A partir de agosto de 2012 inicia o ciclo Olímpico brasileiro que terá sua culminância com a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos em 2016. Ao longo desse ciclo as transformações de infraestrutura, turística, de segurança, estarão sendo sentidas e adotadas, principalmente na cidade do Rio de Janeiro que será o palco desse mega evento esportivo.



Contudo, necessário alertar que a realização da competição Jogos Olímpicos e Paraolímpicos não se restringe a questão de busca de medalhas ou de participação nas competições esportivos. Paralelamente a essa paixão por assistir ao espetáculo esportivo deve-se implantar e desenvolver projetos e programas que promovam e incentivem a Educação Olímpica na busca e conquista dos legados sócio-educacionais tão necessários e imprescindíveis. A competição esportiva em si encerra-se ao termino de cada modalidade. Contudo, os princípios do Movimento Olímpico, a criação de hábitos saudáveis para a vida individual e coletiva da sociedade, a implantação dos valores éticos, sociais e morais têm a possibilidade de serem mantidos e desenvolvidos.



A edição dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos devem ser a motivação inicial para que esse processo de desenvolvimento e de formação educacional através do esporte seja implantado e seja permanente em nosso país.  



Todo processo educacional passa efetivamente pela escola. Portanto um projeto de Educação Olímpica esta centrado na escola, mesmo que não exclusivamente. Considerando a proposta de que o esporte contribuiu para o processo educacional uma proposta em termos de valores para a vida é desenvolver o Programa Educação Olímpica nas escolas, envolvendo todas as disciplinas e culminando com uma semana que envolva o dia 23 de junho, dia reconhecido mundialmente como do esporte Olímpico.



Assim, justifica-se a implantação da Semana Olímpica nas escolas brasileiras baseadas no principio 1 da Carta Olímpica que reforça a tese de que associando o esporte com a cultura, a educação, e promoção da saúde e o meio ambiente, o Olimpísmo estimula o desenvolvimento de um estilo de vida calcado na alegria do esforço, o valor educativo do bom exemplo e o respeito aos fundamentais princípios universais.



De pronto necessário desmistificar o termo semana olímpica, vez que o senso comum o identifica como uma semana calcada em competições eminentemente ou exclusivamente esportivas. Trata-se sim de promover jogos e atividades esportivas nas unidades escolares, contudo envolvendo a escola como um todo, calcada no principio da interdisciplinaridade, realçando o reconhecimento do significado dos Jogos Olímpicos, seu significado, sua base filosófica e não apenas uma paixão pela competição. Trata-se de envolver a todos no Movimento Olímpico instituído a Educação Olímpica.



Devemos organizar a semana com atividades, tendo por base os valores do esporte de modo a educar, engajar e influenciar os jovens atletas para o desenvolvimento social e do comportamento ético em prol da cidadania e da comunidade.



A ‘Semana’ deve ser apropriada pela Escola, uma vez que envolve e se insere no projeto pedagógico da escola, podendo a atividade pluridisciplinar, ser incrementada e implementada através da Educação Física.



Além de um alcance sócio-cultural amplo, a ‘Semana Olímpica’ nas Escolas pode ser catalizadora da compreensão da importância de adoção de estilo de vida ativo, uma formação para a vida, hoje reguladora de um melhor rendimento escolar.



A “Semana Olímpica” está voltada para a educação para a saúde, inclusão social, combate da obesidade, prevenção de dependências, compreensão das questões relacionadas a doping e anabolizantes, saber torcer e incentivar seu time a respeitar adversários e as normas (regras), contribuindo enfim para a criação de um cidadão mais  consciente e preparado para a vida, objetivo maior da educação.



Certo é que aprendendo e trocando experiências através de atividades esportivas, exercícios físicos, jogos, danças e outras formas de movimentos formais e informais, são reduzidos os riscos de uma vida sedentária.



Os Jogos Olímpicos estarão na mídia e serão motivo de abordagem em todos os segmentos, razão pela qual este pressuposto projeto visaria à uma filosofia Olímpica para e na Escola. Almejar-se-ia então que os jovens pudessem aprender a respeitar a si próprios e respeitar um ao outro no campo do jogo e dos valores olímpicos; ou seja: eles podem transferir esse conhecimento e aprendizagem para outros momentos de suas vidas.



A Semana Olímpica propõe-se a ser uma multi-atividade esportiva, cultural e educacional , envolvendo esporte, Movimento Olímpico, Profissionais de Educação Física e Professores, desde que estes dois últimos são os vetores indispensáveis do projeto educacional.



A Semana Olímpica seria o ápice dos conhecimentos transmitidos pelas diversas disciplinas tais como a Geografia tratando das questões regionais/geográficas das várias nações envolvidas, da história trazendo da evolução dos primeiros jogos aos dias de hoje e de diversas questões nesse âmbito, da linguagem abordando a comunicação, [e assim por diante] culminando na Semana com a realização das competições internas, destacando a questão dos valores das observações quanto ao comportamento das torcidas. Há que se considerar também a realização de atividades ou exposições abordando inúmeras questões tais como: nutrição, vida saudável, luta contra a violência, doping, anabolizantes, conhecimento sobre clubes de atletismo, futebol e outros esportes, internet, meio ambiente e assim por diante, focando sempre a formação global do indivíduo e do seu coletivo.



Trata-se de um programa a ser oficialmente instituído e incentivado, a ser promovido na escola envolvendo alunos, inclusive na organização, a direção escolar, o corpo docente, o corpo administrativo e os pais. Objetiva possibilitar legados para toda a vida através da formação inclusiva.



Não se pretende valorizar o campeão ou o vitorioso, muito menos os mais bem dotados no esporte, mas sim um programa com a  participação de todos, objetivando os valores necessários para a vida cidadã sadia. É a Educação Física, em conjunto com as outras disciplinas, preparando para a vida, fornecendo campeões para a vida e não campeões esportivos.



Estamos diante dos valores de excelência, amizade e respeito difundidos mundialmente através do “olimpísmo” e na qualidade de sede dos Jogos Olímpicos devemos aproveitar a oportunidade para implementar o programa proposto, trazendo essas informações, objetivando sobretudo e inclusive, educar os jovens para compreender a importância da atividade esportiva e do exercício físico para sua saúde e integração social.



A Semana Olímpica teria, ou poderia ter como missão e ponto alto, diferentes esportes, diferentes formas de exercício físico e esportes radicais e da natureza, motivando os jovens para vida ativa e para aderir à ética e valores sociais. É a busca da inclusão e participação por meio de atividades típicas de preferência dos adolescente e jovens, isto é esporte e exercícios físicos.



E se há um ambiente ideal para esse trabalho é na escola, onde as crianças têm a oportunidade de vivenciar as primeiras experiências dos movimentos dos esportes, inclusive olímpicos, sendo o espaço para aquisição de boas atitudes, hábitos e práticas saudáveis.



A Semana deve ser organizada com o intuito de promover, através da prática esportiva, a difusão dos ideais olímpicos de fraternidade e solidariedade, na tentativa de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e mais saudável, sendo um instrumento para a promoção de paz, união, respeito às regras e aos adversários, diferenças culturais, étnicas e religiosas, a partir da integração com a cultura e o meio ambiente, contribuindo na construção de um mundo melhor, sem qualquer tipo de discriminação, no qual valores do esporte como amizade, compreensão mútua, igualdade, solidariedade e "fair play" (jogo limpo) possam ser aplicados no nosso dia-a-dia.



Através da “Semana Olímpica” os jovens poderão aprender mais sobre a história das Olimpíadas e seus símbolos e descobrir o poder e a força dos valores olímpicos.



Desenvolver, nas unidades escolares um forte programa focando a Educação Olímpica, os valores do Olimpismo, poderá se traduzir numa excelente ferramenta educacional, contemporânea aos Megaeventos Esportivos que influenciam essa proposta e permanente pelo poder de sua mensagem. Defendemos, pois, ser importante inserir nas escolas os Valores Olímpicos como parte da vida das nossas crianças e jovens.



Nessa justificação necessário apontar que a EDUCAÇÃO OLÍMPICA É uma forma de transmitir e debater os conceitos e princípios do esporte como um campo de vivência e desenvolvimento humano idealizado por Coubertin no século passado e posteriormente atualizado por necessidades emergentes como no exemplo do tema do meio ambiente.



Desde o seu início, os Jogos Olímpicos da era atual, baseados no Ideal Olímpico de Coubertin, pretendiam que fossem enaltecidas a formação do caráter, e o desenvolvimento harmonioso do corpo da juventude bem como a promoção da paz entre os povos.



Porém, ao decorrer do século XX com o desenvolvimento econômico exacerbado e as lutas entre ideologias políticas, os Jogos passaram a ser objeto de inúmeros campos de atividades e conhecimento, e, sobretudo arena de interesses diversificados, nem sempre éticos.



Some-se a estes desvios, o fato de que o esporte é o principal fenômeno social deste século: em cem anos passou da prática e da organização incipiente à atividade profissional com imensos recursos tecnológicos e um destaque imensurável na indústria do entretenimento e do lazer. Em resumo, tem-se nos Jogos Olímpicos o maior evento esportivo contemporâneo.



Educação Olímpica propõe a educação através da atividade física e do esporte tendo como finalidade fazer do esporte e da Educação Física um meio de construção de valores éticos e morais voltados à educação integral do indivíduo buscando promover uma sociedade pacífica e preocupada com a dignidade humana.



Contudo esta comprovado que apenas a realização dos Jogos Olímpicos ou ser campeão dos Jogos Olímpicos não garante a presença ou o desenvolvimento do Espírito Olímpico ou da Educação Olímpica e muito menos contribuiu para que a sociedade adote hábitos de vida ativa, projeto imperioso na atual conjuntura.



Necessário que se adote programa, projeto e política para o desenvolvimento da qualidade de vida sendo a presente proposta uma possibilidade calcada no olimpismo e na Educação Olímpica.



O Comitê Olímpico Internacional está hoje atento a questão dos valores Olímpicos, difundindo uma educação olímpica na discussão do que representa e quais os valores devem ser incluídos na educação, devendo cada país eleger seu rol de valores de acordo com sua cultura. Contudo, cinco foram eleitos como universais:



Prazer pelo esforço

Fair Play (Jogo limpo)

Respeito pelos outros
Perseguição da excelência
Equilíbrio entre corpo, mente e espírito.



Neste propósito, entende-se:

- Prazer pelo esforço: desenvolver nos jovens práticas físicas, comportamentais e habilidades intelectuais, desafiando a si próprios e aos outros em atividades físicas, movimentos e esporte.

- Fair Play: conceito esportivo que é aplicado e conhecido mundialmente, aprendendo comportamentos de jogo limpo no esporte pode levar ao desenvolvimento e reforço em fair play comportamento na comunidade e na vida.
- Respeito pelos outros: quando os jovens que vivem em um mundo multi cultural aprendem a aceitar e respeitar a diversidade e praticar a paz, promovem paz e entendimento universal.
 - Perseguição da excelência: focando na excelência, ajudar os jovens a escolhas positivas e saudáveis e a esforçar-se para ser cada vez melhor no que puderem em todas as atividades.
 - Equilíbrio entre corpo, mente e espírito: aprendizagem por todo o indivíduo, focando o ser holístico, global e não apenas no corpo, na mente ou no espírito.



Fundamental compreender que o ESPORTE É MUITO MAIS DO QUE COMPETIÇÃO. É um estado de espírito. O desafio é educar e encorajar os jovens à prática do esporte e a ensinar os valores. Esporte ajuda as pessoas, especialmente os jovens, a escapar do cotidiano, a respeitar uns aos outros e aprender que regras existem e como é importante respeita-las.



Assim, a proposta da Semana Olímpica centra-se em desenvolver Programa que introduza os jovens nos valores do respeito próprio e pelos outros, fair play, excelência, gosto pelo esforço e equilíbrio do corpo, mente e espírito.



A esperança é que os jovens aprendendo a respeitar uns aos outros no campo do jogo transfiram esse sentimento e aprendizagem para os demais elementos de suas vidas diárias.



Um Programa baseado nos Valores Olímpicos pode ajudar a transcender e celebrar diferenças ficando na aspiração comum que todos nós temos para o bem estar de nossas crianças. Nós queremos que eles sejam fisicamente ativos e saudáveis, nós desejamos que joguem limpo, nós desejamos que respeitem uns aos outros e nós desejamos que se tornem o melhor que puderem.



A Semana Olímpica propõe-se a desenvolver as questões de universalidade, paz, multiculturalismo, igualdade, respeito, jogo limpo, justiça. Espírito esportivo, honestidade, solidariedade, fraternidade, companheirismo, coragem, esforço, superação, colaboração dentre outros.



Devemos chamar a atenção no sentido de que os valores Olímpicos não sejam adotados apenas nos Jogos Olímpicos ou pelos atletas olímpicos, mas que seja adotado por todos, que seja um caminho para uma vida melhor, ativa, solidária, feliz.



Os Parlamentares que compõem a Frente Parlamentar da Atividade Física, reunidos com algumas entidades organizadas da sociedade que participam da mesma, como os Conselhos Federal e Regionais de Educação Física, a Academia Olímpica Brasileira, a Confederação Brasileira de Clubes, os Sindicatos dos Profissionais de Educação Física, o Sindicato das Academias de Ginástica e Similares e a Federação Internacional de Educação Física, após o entendimento acima descrito, construíram tal proposta que segue encabeçada pelos que, eleitos por seus pares, Dirigem essa importante Frente Parlamentar.



Vamos fazer do “Olimpísmo” parte de nossas vidas e influenciar positivamente as políticas públicas para o esporte no Brasil, para isso, contamos com os nossos pares no Congresso Nacional e APELAMOS AOS LÍDERES DE TODOS OS PARTIDOS, de forma a darem celeridade a esse assunto e aprovarem o quanto antes esse projeto de lei, de preferência até agosto de 2012, início do “Ciclo Olímpico Brasileiro”.

Deputado JOÃO ARRUDA

PMDB/PR



Deputado ANDRÉ FIGUEIREDO                                         Deputado OTAVIO LEITE

                    PDT/CE                                                                         PSDB/RJ



    Deputada FLAVIA MORAIS                                                 Deputado ROMÁRIO

                 PDT/GO                                                                          PSB/RJ



Deputado AFONSO HAMM                                                   Deputado JOSÉ ROCHA

                  PP/RS                                                                                   PR/BA



Deputado WALTER FELDMAM                                       Deputada LUCI CHOINACKI

                PSDB/SP                                                                              PT/SC



    Deputado LELO COIMBRA                                             Deputado EFRAIM FILHO

                 PMDB/ES                                                                          DEM/PB



     Deputada SUELI VIDIGAL                                       Deputado CARLOS SAMPAIO

                  PDT/ES                                                                         PSDB/SP



     Deputado FABIO FARIA                                                Deputado WILLIAN DIB

                 PSB/RN                                                                         PSDB/SP



     Deputado RENAM FILHO                                        Deputado RICARDO TRIPOLI

                PMDB/AL                                                                      PSDB/SP



Deputado GILMAR MACHADO
                                                                           PT/MG

FONTE: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=8DD6522E5FCFF5E1556DAC7716C8A1CE.node2?codteor=1007234&filename=PL+4129/2012

sábado, 7 de julho de 2012

GREVE DOS SERVIDORES DAS IFES


Servidores federais em greve prometem intensificar o movimento, após anúncio de corte do ponto
Entrevista à Globo News. Na Globo News, programa “Entre Aspas” apresentado por Mônica Waldvogel, aconteceu um debate sobre a greve com participação de Luiz Henrique Schuch, membro da diretoria do ANDES-SN, e Otaviano Helene, especialista em Educação. Schuch apresentou a concepção do que está motivando e o que é a greve, deixando clara a posição do governo se negando a negociar. O programa foi apresentado as 23:00 horas do dia 03/07/2012.
Vídeo disponível em:

sexta-feira, 6 de julho de 2012

CONBRACE 2013


20/6/2012 - Diretoria Nacional

CONBRACE 2013

 É com prazer que a Direção Nacional do CBCE vem comunicar que a próxima sede do XVII CONBRACE e V CONICE será em Brasília-DF. Nos próximos dias teremos maiores informações.

terça-feira, 3 de julho de 2012

V Congresso Centro-Oeste de Ciências do Esporte (CONCOCE) e o I Congresso de Sul-mato-grossense de Ciências do Esporte (CONSMCE)


Dourados - MS, 03 de julho de 2012.
 
Prezados (as)  
Temos o grato prazer de cientificar a V. Sa. que será realizado o V Congresso Centro-Oeste de Ciências do Esporte (CONCOCE) e o I Congresso de Sul-mato-grossense de Ciências do Esporte (CONSMCE), os quais abordarão o tema: “Educação Física, Esporte e Lazer - Fronteiras e Identidades: mediando a Universidade e a Educação Básica”.
Os eventos serão uma realização do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE) – Secretaria de Mato Grosso do Sul e Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), e tem como objetivos promover a produção e a divulgação do conhecimento científico, através do intercâmbio entre pesquisadores, acadêmicos e profissionais da Educação Física, Esporte, Lazer e Ciências do Esporte.
Temos a satisfação de convidar V.Sa. para participar de nossos eventos que serão  realizados  no período de 03 a 06 de setembro de 2012 nas dependências da UFGD.

Todas as informações referentes aos eventos encontram-se no site: http://www.ufgd.edu.br/eventos/concoce2012.
 
Atenciosamente,
 
 
Prof. Alexandre Paulo Loro
Profa. Adriana Valadão
Coordenadores do V CONCOCE e I CONSMCE

domingo, 1 de julho de 2012

FEMEN contra a prostituição na EURO 2012


Muito simbólica as fotos de mulheres ativistas do FEMEN protestando contra o turismo sexual na final da EUROCOPA 2012 em Kiev na . Capuz, calça jeans e sem camisa, com cacetete na mão enfrentando a polícia local. Forte!!

Ativistas seminuas protestam em Kiev antes da decisão da Euro
Novamente, grupo feminista Femen fez manifestação contra a prostituição no país. Polícia teve de agir para acabar com o protesto

Por GLOBOESPORTE.COM
Kiev, Ucrânia
Horas antes da decisão da Eurocopa 2012, entre Espanha e Itália, em Kiev, na Ucrânia, o grupo feminista Femen protestou novamente em frente ao Estádio Olímpico – palco da final. Sem camisas, as manifestantes tiveram de ser contidas pela polícia local.

Durante toda a Eurocopa, o grupo de ucranianas vem protestando contra a competição que, segundo elas, está alimentando a prostituição no país.
O grupo feminista Femen foi criado em 2008 e atualmente tem mais de 100 integrantes, na Ucrânia e em outros países como a França e o Brasil. Em quatro anos elas fizeram mais de 200 protestos.
Espanha e Itália decidem a Eurocopa, neste domingo, às 15h45m. no Estádio Olímpico de Kiev..
Polícia teve de agir em Kiev (Foto: AP)