terça-feira, 26 de abril de 2011

Boletim (In)Formativo 02

Você conhece a Associação Nacional dos Torcedores (ANT)?
Eu me filiei a essa associação que luta contra a elitização do futebol...  Mas ainda precisamos fortalecer o núcleo aqui do DF!
NOSSA MISSÃO em 7 pontos para homenagear Garrincha, a alegria do povo:
Criar uma organização sem fins lucrativos para lutar contra:
1.    A exclusão do povo brasileiro dos estádios de futebol, fruto de uma política deliberada de diminuição da capacidade dos estádios, extinção de setores populares dos estádios e aumento abusivo dos ingressos
2.    O desrespeito à cultura torcedora com a extinção de áreas populares como a geral, onde há uma tradição própria de participação no espetáculo que inclui assistir ao jogo de pé (o que acontece na Alemanha)
3.    A falta de transparência no futebol brasileiro, há décadas nas mãos de dirigentes incompetentes e corruptos; exigimos a democratização das decisões acerca do futebol brasileiro com a participação dos torcedores; por exemplo: as sucessivas e milionárias reformas do Maracanã, feitas sem nenhuma consulta aos torcedores
4.    A exploração politiqueira do futebol visando eleger candidatos que aproveitam-se da sua popularidade para conseguirem mandatos contra o povo
5.    O controle das tabelas e horários dos campeonatos na mão da rede de televisão que há décadas detém o lucrativo monopólio das transmissões televisivas de jogos de futebol; horário máximo de 20h para o início das partidas durante a semana e 17h aos domingos
6.    A retirada de comunidades de trabalhadores em nome da Copa do Mundo e das Olimpíadas
7.    A falta de meios de transporte dignos durante os dias de jogos; exigimos esquemas especiais em dias de jogos
Conheça mais em http://www.torcedores.org/

ANT-DF, interessados em organizar o núcleo, entrar em contato com Luiz: zarref@gmail.com ou Juliana: julianatxrlima@gmail.com ;




segunda-feira, 25 de abril de 2011

ESPAÇO VIVO 02

ATITUDE CRÍTICA
Simone Tourinho
Professora de Educação Física  

Liberdade    “A minha liberdade vai até aonde começa a do outro”

“(...) no lugar das incontáveis liberdades reconhecidas e adquiridas, a burguesia implantou a liberdade única e sem caráter do mercado” (Max e Engels, 1998, p. 13).

Historicamente, da relação do indivíduo humano com a totalidade, são várias as concepções que definem liberdade. Na Idade Média, por exemplo, a liberdade estava relacionada à fé, em respeitar as ordens do criador de tudo, portanto, Deus. Com o fim do feudalismo e a ascensão da burguesia, implementando a economia capitalista e a apropriação dos meios de produção por poucos, liberdade torna-se algo individual, sendo a propriedade privada e os meios de produção seu direito.
“Agir livremente sem interferir na liberdade do outro”, ou seja, respeitar os limites da propriedade privada do outro.  A pergunta é: em uma sociedade capitalista, a quem serve este conceito de liberdade que surge na Revolução Francesa e impera até os dias atuais? Aos proprietários dos meios de produção, das terras, dos prédios, das grandes multinacionais, do dinheiro, claro! Por que isso?
Vivemos em uma sociedade de classes, opressores e oprimidos, em que os opressores, os proprietários dos meios de produção, exploram a força do trabalhador. Ao analisar o trabalho como um processo que diferencia o homem dos outros animais, que torna o homem um Ser social e com relações geradoras de consciência, percebe-se que este processo é interrompido em uma sociedade de classes, na qual o dono da riqueza transforma o trabalhador em objeto.
A liberdade no capitalismo expressa, portanto, um caráter ideológico de classe. É livre nesta sociedade aquele que detém os meios de explorar e dominar a classe trabalhadora. Neste contexto, os trabalhadores (objetos) só conquistam certas liberdades através da luta organizada na sociedade.
“(...) para os trabalhadores, a conquista da liberdade depende da emancipação do trabalho alienado, através da socialização dos meios de produção e da subordinação da economia aos interesses humanos, o que implica na superação do mercado e da lógica da concorrência como elementos reguladores da vida em sociedade” (ANDRIOLI, 2005).
 Neste sentido, estou convencida de que não existe liberdade no capitalismo, pois a liberdade que este sistema diz garantir é para poucos, na lógica de que cada um deve correr atrás de sua liberdade. Não considera as construções coletivas e, portanto não considera a emancipação humana.
Termino com um escrito de Gramsci...
“Uma nova ordem social supõe a convicção de que a liberdade para todos é a única garantia das liberdades individuais, opondo ao vago conceito de liberdade de pensamento da sociedade burguesa, uma nova noção de liberdade, construída a partir de um novo modo de ser e de pensar gerados pelo espírito de iniciativa, pela solidariedade e respeito” (GRAMSCI, 1975, P. 186).

Referências Bibliográficas

ANDRIOLI, Antônio Inácio. A ideologia da “liberdade” liberal. Revista Espaço Acadêmico – nº. 53 – Outubro de 2005 – Mensal – ISSN 1519.6186 Ano V.
MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. O Manifesto Comunista. [tradução Maria Lucia Como] – Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.
SCHLESENER, Anita Helena. A crítica de Gramsci à teoria das elites: Pareto, Mosca e Michels e a democracia burguesa.  in: 
www.unicamp.br/cemarx/anais_v_coloquio_arquivos/arquivos/comunicações/gt1/sessao4/Anita_Shlesener.pdf, 2007.

domingo, 24 de abril de 2011

Boletim (In)Formativo 01

XVII Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte & IV Congresso Internacional de Ciências do Esporte

XVII CONBRACE/IV CONICE
11 a 16 de setembro de 2011
ESEF-UFRGS

Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte
O 17º Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte (CONBRACE) é um evento científico de periodicidade bienal. Constitui-se no maior evento do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE) e é considerado um dos mais importantes Congressos dentre as Sociedades Cientificas da área.
Este evento consolidou-se, tanto no cenário nacional quanto latino-americano em decorrência do rigor científico dos seus eventos e da credibilidade construída ao longo dos mais de 30 anos do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte.
Nesta edição o tema é: "Ciência e Compromisso Social: implicações na/da Educação Física & Ciências do Esporte". Os saberes-fazeres científicos, eles mesmos sociais, serão objeto de debates e reflexões em vista de um compromisso não redutível ao campo acadêmico, mas de uma responsabilidade que perpassa diferentes dimensões do cotidiano das pessoas, em especial dos professores/profissionais da Educação Física e Ciências do Esporte.

Congresso Internacional de Ciências do Esporte
O Congresso Internacional de Ciências do Esporte (CONICE), que está na sua quarta experiência, objetiva ampliar seu diálogo internacional na perspectiva de estabelecer parcerias e protocolos de cooperação no que diz respeito ao incentivo à realização de intercâmbios junto aos grupos de pesquisa, instituições e entidades científicas de forma a ampliar as bases da soberania nacional e da cooperação internacional.

Sobre o CBCE
Criado em 1978, o Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE) é uma entidade científica que congrega pesquisadores ligados à área de Educação Física/Ciências do Esporte. Organizado em Secretarias Estaduais e Grupos de Trabalhos Temáticos, liderados por uma Direção Nacional, possui representações em vários órgãos governamentais, é ligado à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e está presente nas principais discussões relacionadas à área de conhecimento.
As principais ações do CBCE são:
* Representação da comunidade acadêmica em órgãos diversos;
* Realização a cada dois anos do Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte
* Realização de Congressos Regionais e outros eventos científicos
* Participação com programação específica nas reuniões da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência;
* Edição da Revista Brasileira de Ciências do Esporte
* Edição de publicações diversas.
Mais informações: 

conbrace2011@cbce.org.br

Fone: (51) 3308-5838
Fax: (51) 3308-5811


ESPAÇO VIVO 01

TAL PAI, TAL FILHO...  OU A SUBLIME ARTE DE ALIENAR FILHOS E FILHAS

A infância é uma fase da vida especialmente importante na formação dos valores, do caráter, dos hábitos e da concepção própria da vida e do mundo. A escola, os amigos, o mercado, a mídia, a igreja e as manifestações culturais são dimensões institucionais poderosas nesta formação.
Porém, uma instituição é particularmente responsável por esse processo: a família. As figuras paterna e materna são as primeiras referências do mundo adulto que a criança apreende.
Todo ato e toda ação é observada e assimilada como algo a ser seguido ou repulsado, pois a criança processa dialeticamente a informação e lhe dá sentido e significado. No entanto, sem o estímulo do senso crítico e do questionamento, ocorre a reprodução do senso comum.
Desta forma, as piadas e brincadeiras preconceituosas, a forma em que se trata o próximo, os “jeitinhos” arrumados para ganhar vantagens, os hábitos incorporados e naturalizados são ressignificados e reproduzidos simbolicamente na cultura infantil. E assim, crescem com as mesmas manias, valores, preconceitos e discriminações.
E assim, sem uma interferência intencional, sem uma problematização desse cotidiano mercantilizado, vai se (re)produzindo em larga escala, filhos e filhas iguais aos seus pais. O vídeo abaixo, nos permite uma reflexão sobre essa sublime arte de alienar os filhos e filhas...
Pedro Osmar Figueiredo (Tatu)




sábado, 23 de abril de 2011

Um novo blog para tratar das questões da Educação Física e do Lazer, de Brasília para o Brasil!

Bem, esse é o início de uma caminhada...
O terreno a ser desbravado é mais pantanoso do que aparenta.
Em primeiro lugar, o desafio de utilizar esse meio de comunicação eletrônico à serviço de um projeto histórico, onde o mundo da Educação Física e do Lazer não seja uma mercadoria.
Em segundo, tornar esse espaço um ponto de encontro deste "mundo" específico, trazendo informação, debates, artigos de opinião, denúncias, propostas e até desabafos.
Em terceiro, contribuir para a organização da luta no âmbito da Educação Física e do Lazer, no tocante à construção de políticas públicas de educação, esporte e lazer de caráter popular e democrático e em contraposição às grandes corporações esportivas e profissionais.
Sempre na luta!
Sejam bem vindos, ao Blog do Tatu!