quinta-feira, 18 de agosto de 2011

JANELA DA ALMA


A criminalização do artista - Como se fabricam marginais em nosso país


"Se você treme de indignação a 

cada vez que se comete uma injustiça 

no mundo, então somos

 companheiros". Che Guevara



Fiquei indignado quando vi esse vídeo...
Veja como a bestialidade se naturalizou no cotidiano.
O Estado, a polícia, trabalhadores alienados realizando o controle social "urbano".
A velha política de higienização - limpeza étnica-social - para a manutenção de um mundo capitalista selvagem, onde os interesses de poucos subjugam os direitos de todos.

Veja o video, clicando aqui:
A criminalização do artista – Como se fabricam marginais em nosso país from Rafael Lageon Vimeo.

Temos mais dois vídeos, postados recentemente que trazem a continuação do debate iniciado:


Quem é o ladrão?

O Artista Subjugado


Texto de Rafael: http://belezadamargem.wordpress.com/

Caros, desde a publicação dos vídeos tenho recebido diversas mensagens de apoio e de pessoas que querem ser úteis neste trabalho.
O que tenho a dizer pra todos que se sensibilizaram, é que eu não tenho estrutura pra canalizar toda essa força oferecida. Este é um trabalho feito “na tora”, por poucos individuos que se destinaram a lutar por algo que acreditam e certo de possuir razão no que fazem, estamos conquistando algumas mudanças. Somos pessoas sem contatos “importantes”, sem financiamento. Se por um lado isso dificultou nossa luta, por outro favoreceu, pois temos autonomia sobre nossas ações.
Este trabalho sempre terá essa prerrogativa. Estes videos não são um produto pra ser comercializado, são frutos de vivência e atitude, canalizada com um objetivo: obter o reconhecimento dos artesãos nômades (hippies, malucos de estrada) como uma cultura diferenciada, que possui modos de expressão e códigos de valores particulares, e que devem ser respeitados. Por isto, temos duas linhas de trabalho, a denúncia, que é o material que já esta sendo veiculado e o inventário, onde iremos expor o universo que permeia esta cultura, que ainda será disponibilizado, aos poucos…
Óbvio que precisamos de toda a ajuda possível, porém, como disse antes, não temos condições logisticas de canalizar estas forças.
Portanto, tenho algo a dizer a todos, se querem realmente ajudar este trabalho, se empoderem da sociedade que querem construir. Olhe ao seu redor, estamos cercados de situações violentas e inconstitucionais, acontece todo dia. No seu país, na sua cidade, na sua rua, porque não dizer na sua casa. Tenham atitude. A democracia representativa é uma mentira, ela não é democracia. Repassar a outra pessoa o seu direito de interferir na sociedade, é se aleijar de suas responsabilidades. Busque sua autonomia, construa seu futuro no presente, não dependa dos outros pra fazer mudanças, eles não estão interessados em você.
Como todos percebem, este trabalho não trata só dos artesãos, tem haver com arte, politica, atitude, espaço publico, violencia e crime institucionalizado, e outros tantos temas…Cativados por estes videos, muitos estão se posicionando, usem esta força da indignação para revolucionar suas realidades. Talvez muitos de vocês não possam fazer nada sobre este tema especifico, não se frustem, busquem achar onde possam agir, existe muita coisa pra se resolver.
Nosso modelo econômico e social esta falido, não é dificil perceber. E você, vai fazer o que? Acordar e sorrir para uma cidade cinza? Mais um dia de liberdade dentro de um curral? Se ao menos estivessemos seguindo modelos ditados por nós, mas não é assim, estamos todos sujeitos a lógica do mercado. Isto dita nossa mídia, nossa economia, nossos hábitos, mas não somos nós, são eles, os que estão no poder.
Não se resuma a ser uma “engrenagem funcional” que sustenta uma realidade que esta condenada. Se empodere da sociedade que você deseja. Ela pode acontecer.
Quanto ao atual momento dos artesãos, a praça Sete continua Sitiada, nossos irmãos resistem em Belo Horizonte. Permanecem no local, com sua arte guardada dentro das mochilas. Eles não tem escolha, é a liberdade deles que está em jogo. Até quando isso vai durar eu não sei.
Se o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artistico Nacional) fizesse o registro da cultura do “maluco de estrada” como patrimônio cultural brasileiro, muita coisa mudaria. Mas para isso é preciso que o inventário seja feito, estamos nesse processo. Já corremos 8 estados, com uma camera na mão, mochila nas costas, recolhendo depoimentos e filmando a historias dos artesãos. Mas ainda falta muito. Uma sugestão que chegou foi a de utilizar algumas plataformas colaborativas como o catarse.me , estamos pensando nisso, seria uma forma de poder financiar o trabalho sem ter que nos submeter a empresas ou instituições, em breve daremos noticias sobre isso.
No mais, temos uma carência de hd´s externos, semana passada tive de deletar arquivos de média importância para poder arquivar outras coisas. Fico indignado com isto, não queria perder nada. Se alguém tem um hd velho em casa, manda pra gente.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Educação Física Candanga



Curso de Formação em Xadrez Escolar

Aprendendo a ensinar Xadrez – Módulo I

A Diretoria de Educação Física e Desporto Escolar (DIDESC/SEDF) em conjunto com a Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação (EAPE), têm o prazer de convidar os professores da SEDF, e demais interessados, para o Curso de Formação em Xadrez Escolar.

1. OBJETIVO:

Construir conhecimentos teórico-metodológicos, para inserir o jogo de xadrez e outros jogos de estratégia no contexto escolar, visando a aprendizagem de forma lúdica, significativa e prazerosa

2. CARGA HORÁRIA TOTAL: 90 horas

3. MODALIDADE: semipresencial

4. PÚBLICO-ALVO:

1º) Prioritariamente, professores que atuam em escolas que participam do Projeto de Xadrez do DF;
2º) Professores regentes e coordenadores locais e intermediários da rede pública da SEDF que tenham interesse em atuar com o projeto de xadrez na escola;

5. PRÉ-REQUISITOS:

1º) Apresentar declaração da instituição de ensino que comprove o desenvolvimento do Projeto de Xadrez do DF (público prioritário);
Obs.: após a realização da Pré-Inscrição, o documento comprobatório de pré-requisito deverá ser entregue até 24/08/2011, na sala 13 da EAPE.

6. PRÉ-INSCRIÇÃO: Período: 16/08 a 23/08/2011
Pelo site www.eape.se.df.gov.br
Obs.: caso não se consiga realizar a pré-inscrição pelo site, procurar o SEDISE (nesse mesmo período), na sala 13 da EAPE (SGAS 907 SUL conj. A), no horário das 8:30 às 12:00 e das 14:00 às 17:00.


7.  VAGAS Total: 28, sendo 4 vagas para cada DRE, 02 no matutino e 02 no vespertino

terça-feira, 16 de agosto de 2011

ESPAÇO VIVO 10



O texto abaixo é genial, a análise de DAVID HARVEY sobre os conflitos na Inglaterra, revela a incorporação pela humanidade do capitalismo bestial...



O capitalismo bestial ataca nas ruas

Adolescentes niilistas e bestiais”. Foi como o Daily Mail apresentou-os: os jovens enlouquecidos, vindos de todas as vias da vida, que correram pelas ruas sem pensar, desesperadamente atirando tijolos, pedras e garrafas contra os policiais, saqueando aqui, incendiando ali, levando as autoridades a uma também enlouquecida caçada de salve-se quem puder/agarre o que conseguir, enquanto os jovens iam alterando seus alvos estratégicos, saltando de um para outro.

A palavra “bestial” saltou-me à vista. Lembrou-me que os communards em Paris em 1871 foram mostrados como animais selvagens, como hienas, que mereciam ser (como foram, em vários casos) sumariamente executados, em nome da santidade da propriedade privada, da moralidade, da religião e da família. Mas em seguida a palavra trouxe-me outra associação: Tony Blair atacando a “mídia bestial”, depois de ter vivido por tanto tempo confortavelmente alojado no bolso esquerdo de Rupert Murdoch, até que Murdoch meteu a mão no bolso direito e de lá tirou David Cameron.
Evidentemente haverá o debate histérico de sempre entre os sempre prontos a ver a agitação das ruas como questão de pura, simples e imperdoável criminalidade, e os ansiosos por contextualizar eventos em termos de polícia incompetente; de eterno racismo e injustificada perseguição aos jovens e às minorias; de desemprego em massa entre os jovens; de pauperização incontrolável da sociedade; de uma política autista de austeridade que nada tem a ver com a economia e tudo tem a ver com a perpetuação e a consolidação da riqueza e do poder individuais. Haverá até quem condene o sem sentido e a alienação de tantos trabalhos e empregos e tal desperdício da vida de todos os dias, de tão imenso, mas desigualmente distribuído, potencial para o florescimento humano.
Se tivermos sorte, haverá comissões e relatórios que dirão tudo, outra vez, que já foi dito sobre Brixton e Toxteth nos anos Thatcher. Digo “sorte”, porque os instintos bestiais do atual primeiro-ministro parecem tender mais a mandar usar canhões d’água, a convocar a brigada do gás lacrimogêneo e a usar balas revestidas de borracha, ao mesmo tempo em que ele untuosamente pontifica sobre a perda da bússola moral, o declínio da civilidade e a triste deterioração dos valores da família e da disciplina entre os jovens sem lar.
Mas o problema é que vivemos em sociedade na qual o próprio capitalismo se tornou besta fera rampante. Políticos-feras mentem nos gastos, banqueiros-feras assaltam a bolsa pública até o último vintém, altos executivos, operadores de hedge funds e gênios do lucro privado saqueiam o mundo dos ricos, empresas de telefonia e cartões de crédito cobram misteriosas tarifas nas contas de todos, varejistas aumentam preços, por baixo do chapéu artistas vigaristas e golpistas aplicam seus golpes até entre os mais altos escalões do mundo corporativo e político.
Uma economia política de saqueio das massas, de práticas predatórias que chegam ao assalto à luz do dia, sempre contra os mais pobres e vulneráveis, os simples e desprotegidos pela lei – isso é hoje a ordem do dia. Alguém ainda crê que seja possível encontrar um capitalista honesto, um banqueiro honesto, um político honesto, um comerciante honesto ou um delegado de polícia honesto? Sim, existem. Mas só como minoria, que todos os demais consideram idiotas. Seja esperto. Passe a mão no lucro fácil. Fraude, roube! A probabilidade de ser apanhado é baixa. E em qualquer caso, há muitos meios para proteger a fortuna pessoal e impedir que seja tocada pelos golpes das corporações.
Tudo isso, dito assim, talvez choque. Muitos de nós não veem, porque não queremos ver. Claro que nenhum político atreve-se a dizer essas coisas e a imprensa só publicaria, se algum dia publicasse, para escarnecer de quem dissesse. Mas acho que todos os que correm pelas ruas agitando a cidade sabem exatamente a que me refiro. Estão fazendo o que todos fazem, embora de modo diferente – mais flagrante, mais visível, nas ruas. O Thatcherismo despertou os instintos bestiais do capitalismo (o “espírito animal” do empreendedor, como o chamam timidamente) e, desde então, nada surgiu que os domasse. Destruir e queimar é hoje a palavra de ordem das classes dominantes, de fato, em todo o mundo.
Essa é a nova normalidade sob a qual vivemos. Isso deveria preocupar o presidente do inquérito que logo será nomeado. Todos, não só os jovens agitadores, devem ser chamados à falas. O capitalismo bestial deve ser levado a julgamento por crimes contra a humanidade, tanto quanto por crimes contra a natureza.
Infelizmente, isso é o que os agitadores nem veem nem exigem. Tudo conspira para nos impedir de ver ou exigir exatamente isso. Por isso o poder político tão facilmente se traveste na roupagem da moralidade e de uma razão repugnante, de modo que ninguém veja a corrupção nua e a irracional estupidez.
Mas há réstias de esperança e luz em todo o mundo. O movimento dos indignados na Espanha e na Grécia, os impulsos revolucionários na América Latina, os movimentos camponeses na Ásia, todos esses começam a ver através da imundície que o capitalismo global, predatório, bestial lançou sobre o mundo. O que ainda falta para que todos vejamos e comecemos a agir? Como se poderá começar tudo outra vez? Que rumo tomar? As respostas não são fáceis. Mas uma coisa já se sabe: só chegaremos às respostas certas, se fizermos as perguntas certas.
Fonte: Viomundo, tradução Vila Vodu - David Harvey é Professor Emérito do Graduate Center da City University of New York

domingo, 14 de agosto de 2011

#FORARICARDOTEIXEIRA


Panem et Itaquerão

A Copa de 2014 divertirá muita gente durante um mês e alguns poucos durante muitos anos


Fonte: 
http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,panem-et-itaquerao,758137,0.htm


Hilário Franco Júnior*

A conhecida fórmula pela qual o poeta satírico Juvenal definiu a política populista romana no começo do século 2º, panem et circenses, pode ser aplicada ao Brasil deste princípio de século 21. Não parece casual que a criação do Bolsa Família e a candidatura do País à Copa de 2014 e à Olimpíada de 2016 tenham sido processos paralelos. Não por coincidência, foi em setembro de 2006, dois meses depois de vir a público o mensalão, que o então presidente, Lula, prometia à Fifa construir 12 novos estádios para o país sediar a Copa. A complacência nacional diante de desmandos e corrupção não é nova, porém a política do "pão e circo" anestesia ainda mais a sociedade brasileira diante de tudo - inclusive da ética - que possa comprometer o progresso material presente e o divertimento futuro.
Em vez da retórica presunçosa e fantasiosa - para a presidente, vamos realizar "a melhor Copa de todos os tempos"; para o ministro dos Esportes, "temos muita coisa para ensinar ao mundo" -, o governo deveria se preocupar em não gastar onde não lhe cabe e gastar onde é sua obrigação. Questionado sobre o alto custo da Copa para o País (mais de R$ 33 bilhões), o secretário-geral da Fifa argumentou que no Brasil futebol é religião e o evento deixará um legado de investimentos. Se há dinheiro público para aeroportos, rodovias, ferrovias, metrô e segurança, por que ele não foi aplicado antes? Se não existe, como aparecerá na atual crise mundial? O único legado garantido é o maior endividamento público. Que pode se justificar no caso de investimentos em infraestrutura que beneficie todo o povo de forma permanente.
Contudo, muito dinheiro público está sendo colocado em obras que servem apenas a algumas dezenas de milhares de pessoas poucas horas por semana. Estima-se que cerca de R$ 6 bilhões serão investidos em nove estádios, quatro dos quais (Brasília, Cuiabá, Manaus, Natal), a um custo de quase R$ 2 bilhões, não serão autossustentáveis após a Copa. Enquanto, em valores convertidos e atualizados, a construção do Allianz Arena de Munique custou em 2006 cerca de R$ 630 milhões, a reforma do Maracanã já consumiu cerca de R$ 1 bilhão. Diferença que fica maior se levarmos em conta que os estádios têm capacidade assemelhada e a mão de obra alemã é mais cara que a brasileira. A desproporção cresce quando lembramos que o PIB per capita alemão era de R$ 65 mil em 2006, e o brasileiro de R$ 19 mil hoje. A explicação para tal descompasso está na origem do investimento, totalmente privado num caso, totalmente público no outro.
Sendo estadual, o Maracanã, após a Copa, servirá a todos os clubes cariocas. Bem mais comprometedora é a arena paulista. Em nome da "exposição" internacional da cidade durante o evento, centenas de milhões de dinheiro público serão investidos no Itaquerão, dinheiro que deveria ser direcionado para o equipamento urbano. Senão, o que vai se expor ao mundo? Ruas esburacadas? Transporte coletivo deficiente? Trânsito caótico que os visitantes conhecerão ao desembarcar? Insegurança mesmo em áreas nobres?
Dizem as notícias que a Prefeitura paulistana concederá R$ 420 milhões de isenção fiscal à obra. A quantas salas de aula ou leitos hospitalares isso corresponde? O governo do Estado entrará com R$ 70 milhões para ampliar o projeto inicial e permitir que a abertura da Copa ocorra naquele estádio. Por esse valor, cerca de 1.500 casas populares seriam construídas. O governo federal participará com R$ 65 milhões de isenção de taxas e impostos. Eles não ajudariam a modernizar o superado aeroporto paulista, ou a antiquada rodovia que liga São Paulo ao Rio? Mas a perspectiva da Copa leva todas as instâncias governamentais a privilegiar duas horas no interior de um estádio de futebol ao custo de R$ 555 milhões de dinheiro público, num total de R$ 820 milhões orçados para a construção. Quase 70% serão bancados pela sociedade, presente suficiente para que Andrés Sanchez afirme que em três anos seu clube será o mais rico do mundo. Graças ao dinheiro do contribuinte.
O mais espantoso é que aparentemente ninguém se espanta com essa situação. Essa quantia teria permitido ao Morumbi ou ao Parque Antártica, ambos com situação geográfica melhor, ser transformado no estádio da cidade para a Copa. O que, bem entendido, também não deveria acontecer por serem propriedades privadas. Mas o Corinthians, com seus 25 milhões de torcedores, representa uma massa eleitoral atraente. Não por acaso o lançamento oficial das obras do Itaquerão foi um comício.
Se a Copa no Brasil for um sucesso, Ricardo Teixeira pode pretender a presidência da Fifa, e Andrés Sanchez, a presidência da CBF. Os atuais dirigentes da Fifa, por sua vez, sentem-se mais à vontade com o financiamento público dos estádios, muito elástico e pouco transparente em países como o nosso. Grandes empreiteiros, acostumados aos gabinetes governamentais, também preferem essa modalidade de financiamento.
A Copa brasileira divertirá muita gente durante um mês, e alguns poucos durante muitos anos. Os vencedores da disputa de 2014 já são conhecidos, embora não calcem chuteiras nem joguem à vista de todos.
*HILÁRIO FRANCO JÚNIOR É PROFESSOR DO DEPTO. DE HISTÓRIA DA USP E AUTOR DE 'A DANÇA DOS DEUSES. FUTEBOL, SOCIEDADE, CULTURA' (COMPANHIA DAS LETRAS)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

ESPAÇO VIVO 09

Logo após as Olimpíadas de Pequim em 2010, foram muitas as responsabilizações sobre o bom, mas ainda inexpressivo quadro de medalhas do Brasil na competição.
Levando em conta esse sentimento, o Prof. Ms. Ronaldo Pacheco,  ex-professor meu e agora colega da Secretaria de Educação do Distrito Federal cedido em convênio para a FEF-UnB, escreveu um texto brilhante, que foi discursado no vídeo a seguir. Vale a pena assistir:


Agora o texto na integra:

Por Ronaldo Pacheco*
Desculpem pela falta de espaços esportivos nas escolas;
Pela falta de professores de educação física nas séries iniciais;
Desculpem pela falta de incentivo na base;
Desculpem pela falta de praças esportivas;
Desculpem pelo discurso de que “o esporte serve para tirar a criança da rua” (é muito pouco se for só isso!);
Desculpem pela violência nas ruas que impede jovens de brincar livremente, tirando deles a oportunidade de vivenciar experiências motoras;
Desculpem se muito cedo lhe tiraram o “esporte-brincadeira” e lhe impuseram o “esporte-profissão”;
Desculpem pelo investimento apenas na fase adulta quando já conseguiram provar que valia a pena;
Desculpem pelas centenas de talentos desperdiçados por não terem condições mínimas de pagar um transporte para ir ao treino, de se alimentar adequadamente, ou de pagar um “exame de faixa”;
Desculpem por não permitirmos que estudem para poder se dedicar integralmente aos treinos.
Desculpem pelo sacrifício imposto aos seus pais que dedicaram seus poucos recursos para investir em algo que deveria ser oferecido gratuitamente;
Desculpem levá-los a acreditar que o esporte é uma das poucas maneiras de ascensão social para a classe menos favorecida no nosso país;
Desculpem pela incompetência dos nossos dirigentes esportivos;
Desculpem pelos dirigentes que se eternizam no poder sem apresentar novas propostas; Desculpem pelos dirigentes que desviam verbas em benefício próprio;
Desculpem pela falta de uma política nacional voltada para o esporte;
Desculpem por só nos preocuparmos com leis voltadas para o futebol (Lei Zico, Lei Pelé, etc.);
Desculpem se a única lei que conhecem ligada ao esporte é a “Lei do Gérson” (coitado do Gérson);
Desculpem pelos SECRETÁRIOS DE ESPORTE de “ocasião”, cujas escolhas visam a atender apenas promessas de ocupação de espaços político-partidários (e com pouca verba no orçamento);
Desculpem pelos políticos que os recebem antes ou após grandes feitos (apenas os vencedores) para usá-los como instrumento de marketing político;
Desculpem por pensar em organizar “Olimpíadas” se ainda não conseguimos organizar nossos ministérios; nossas secretarias, nossas federações, nossa legislação esportiva;
Desculpem por forçá-los, contra a vontade, a se “exilarem” no exterior caso pretendem se aprimorar no esporte;
Desculpem pela cobrança indevida de parte da imprensa que pouco conhece e opina pelo senso comum.
Desculpem o povo brasileiro carente de ídolos e líderes por depositar em vocês toda a sua esperança;
Desculpem pela nossa paixão pelo esporte, que como toda paixão, nem sempre é baseada na razão;
Desculpem por levá-los do céu ao inferno em cada competição, pela expectativa criada;
Desculpem pelo rápido esquecimento quando partimos em busca de novos ídolos;
Desculpem pelas lágrimas na derrota, ou na vitória, pois é a forma que temos para extravasar o inexplicável orgulho de ser brasileiro e de, apesar de tudo, acreditar que um dia ainda estaremos entre os grandes.
*Professor da Secretaria de Educação do DF (cedido à UnB).

Boletim (In)Formativo 37


Para acessar o conteúdo da Revista Movimento, clique nos titulos do Sumário e boa leitura!

Movimento (ESEF/UFRGS)

A Revista Movimento é uma publicação da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul que tem por objetivo publicar pesquisas científicas sobre temas relacionados à Educação Física em interface com as Ciências Humanas e Sociais, em seus aspectos pedagógicos, históricos, políticos e culturais.
Periodicidade: trimestral


Capa da revista
http://seer.ufrgs.br/public/journals/6/cover_issue_1203_pt_BR.png


Sumário

Editorial

Editorial
Comissão Editorial
7 - 8

Em foco

Víctor M. Pérez-Samaniego, José Devís-Devís, Brett M. Smith, Andrew C. Sparkes
11 - 38

Artigos Originais

José Francisco Chicon, Maria das Graças Carvalho Silva Sá
41 - 58

André Dalben
59 - 76

Amauri Aparecido Bássoli de Oliveira, Ana Luíza Barbosa Anversa, Fabiane Castilho Teixeira, Nadia Maria Qualio Braz
77 - 94

Michele Pereira de Souza da Fonseca, Mônica Pereira dos Santos
95 - 116

Aline Tschoke, Simone Rechia, Karine do Rocio Vieira dos Santos, Flavia Gonzaga Lopes Vieira, Luize Moro
117 - 136

Ingrid Dittrich Wiggers
137 - 157

Giuliano Andreoli
159 - 175

Rosângela da Conceição Loyola, Sandra Soares Della Fonte, Zenólia Christina Campos Figueiredo
177 - 193

Ruy Jornada Krebs, Joana Desirée Carniel, Zênite Machado
195 - 211

Alberto de Oliveira Monteiro
213 - 235

Juliana Alencar Viana
237 - 251

Ensaios

Bárbara Andreia Joaquim, Maria José Carvalho, Paula Maria Batista
255 - 279

Cristina Carta Cardoso de Medeiros
281 - 300

Resenhas e Midias

Felipe Rodrigues da Costa, Wagner dos Santos
303 - 310


ISSN impresso: 0104-754X ISSN online: 1982-8918

sábado, 6 de agosto de 2011

Boletim (In)Formativo 36


CONBRACE/CONICE
11 a 16 de setembro de 2011


Além da programação geral do evento e da programação de apresentação dos GTTs, também temos as mesas temáticas dos GTTs.
Muita coisa boa vai acontecer! Confira a programação:


Conbrace | Conice
Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte
O 17º Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte (CONBRACE) é um evento científico de periodicidade bienal. Constitui-se no maior evento do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE) e é considerado um dos mais importantes Congressos dentre as Sociedades Cientificas da área.


Mesas Temáticas dos GTTs
Cada um dos GTTs tem sua programação, que compreende as apresentações dos trabalhos inscritos e aprovados para Comunicação Oral e Pôsteres, como também as Mesas Temáticas, organizadas com pesquisadores(as) integrados(as) aos GTTs e convidados(as), a fim de ampliar/aprofundar o debate interno, articulando temas atuais da Educação Física e Ciências do Esporte. As Mesas Temáticas Internas dos GTTs programadas são as seguintes:



SEGUNDA | 12 SET

14:00 às 15:40 – Programação do GTT Treinamento Esportivo
Mesa-Temática: Preparação física
Convidados:
Dr. Benedito Sergio Denadai | UNESP/RC
Dr. Arturo Díaz Suárez | Universidade de Múrcia-Espanha
Ddo. Rodrigo Ferrari da Silva | UFRGS
Moderador:
Dr. Luiz Fernando Martins Kruel | UFRGS

14:00 às 17:00 - Programação do GTT Formação Profissional e Mundo do Trabalho
Mesa-Temática: Formação em Educação Física: uma reflexão à luz de uma fragmentação curricular
Convidados:
Dr. José Pereira Sobrinho | UFCE
Dra. Celi Taffarel | UFBA
Moderador:
Dr. Paulo Ventura | UEG

14:30 às 16:00 - Programação conjunta entre GTT Inclusão e Diferença e GTT Movimentos Sociais
Mesa-Temática: Educação Física, movimentos sociais, formação e inclusão: desafios e perspectivas para a próxima década 
Convidados:
Dr. Gilmar Cruz | UEPG
Ms. Marcelo Russo Ferreira | UFPA
Moderadora:
Dra. Maria das Graças Silva de Sá | UFES

14:30 às 16:10 - Programação conjunta entre GTT Atividade Física e Saúde e GTT Recreação e Lazer
Mesa-Temática: Lazer ativo e saúde: perspectivas e desafios
Convidados:
Dr. Alex Branco Fraga | UFRGS
Dra. Maria Isabel Brandão de Souza Mendes | UFRN
Moderador:
Dr. Humberto Luis de Deus Inácio | UFG

15:00 às 17:30 – Programação do GTT Escola
Mesa-Temática: O Currículo da Educação Física na Educação Básica: diferentes proposições
Convidados:
Dra. Lucinalva Andrade Ataide de Almeida | UFPE
Ddo. Admir Soares de Almeida Júnior | SMED/BH - PUC/MG
Ms. Kelly Cristina Ferreira da Costa | SEC/SUDEN/BH
Moderador:
Dr. Marcílio Barbosa Mendonça de Souza Junior | UPE – UFRPE - FASNE

16:10 às 17:30 - Programação do GTT Atividade Física e Saúde
Mesa-Temática: GTT Atividade Física e Saúde: reflexões e ações
Convidados
Dr. Alexandre Palma | UFRJ
Dr. Marcos Santos Ferreira | UERJ - UGF
Moderadora:
Dra. Maria Aparecida Dias | UFRN



TERÇA | 13 SET

09:00 às 12:00 – Programação do GTT Epistemologia 
Mesa-Temática: A disciplina epistemologia nos cursos de graduação e pós-graduação: experiências e desafios
Convidados:
Dr. Sidinei Pithan da Silva | UNIJUÍ
Dr. Ricardo Rezer | Unochapecó
Dr. Ivan Marcelo Gomes | UFES
Moderador:
Dr. Emerson Luís Velozo | UNICENTRO

09:00 às 12:00 - Programação conjunta entre GTT Movimentos Sociais e GTT Políticas Públicas
Mesa-Temática: Esporte e lazer na agenda pública nacional: reconhecendo os atores envolvidos e analisando os interesses atendidos
Convidados:
Dr. Lino Castellani Filho | UNICAMP
Dra. Lucilia Matos | UFPA
Moderador:
Dr. Sávio Assis de Oliveira | FASNE

10:30 às 12:00 – Programação do GTT Memórias da Educação Física e Esporte
Mesa-Temática: A Produção Histórica das Performances dos Corpos: aspectos estéticos e científicos
Convidado:
Dr. Vinícius Terra | UNIFESP
Moderadora:
Dra. Meily Assbúl Linhales | UFMG

14:00 às 15:00 – Programação do GTT Corpo e Cultura
Mesa-Temática: Práticas Corporais em Comunidades Quilombolas e Indígenas
Convidados:
Dr. José Luiz Cirqueira Falcão | UFG
Dra. Joelma C. P. Monteiro Alencar | UEPA
Moderadora:
Dra. Maria do Socorro Craveiro de Albuquerque | UFAC

14:00 às 15:40 – Programação do GTT Treinamento Esportivo
Mesa-Temática: Aperfeiçoamento técnico-tático
Convidados:
Dr. Pablo Juan Greco | UFMG
Dr. Israel Teoldo da Costa | UFV
Dr. Alexandre Rezende | UnB
Moderador:

15:10 às 16:10 – Programação do GTT Corpo e Cultura
Mesa-Temática: Concepções e usos do corpo ante as práticas corporais nos fitness centers
Convidados:
Dr. Tadeu João Ribeiro Baptista | UFG
Dra. Simone Freitas Chaves | UFRJ
Moderadora:
Dra. Vera Lucia Pereira Brauner | PUCRS

16:00 às 18:00 - Programação conjunta entre GTT Comunicação e Mídia e GTT Recreação e Lazer
Mesa-Temática: Lazer, Mídia e Redes Sociais
Convidados:
Dra. Christianne Gomes | UFMG
Ms. Rogério Santos Pereira | PPGEF/UFSC
Moderador:
Dr. José Carlos Marques | UNESP-Bauru



QUINTA | 15 SET

09:00 às 12:00 – Programação do GTT Epistemologia
Mesa-Temática: A Produção de Conhecimento em EF/ Ciências do Esporte/ CE – Qualidade x Quantidade: para onde vamos?
Convidados:
Dr. Silvio Sánchez Gamboa | UNICAMP
Dr. Paulo Fensteseifer | UNIJUÍ
Dr. Vicente Molina Neto | UFRGS
Moderadora:
Dra. Márcia Chaves-Gamboa | UNICAMP

14:00 às 15:40 – Programação do GTT Treinamento Esportivo
Mesa-Temática: Treinamento Psicológico
Convidados:
Dr. Franco Noce | UFOP
Dra. Rossana Beck | UnB
Moderador:
Dr. Marcelo Francisco da Silva Cardoso | UFRGS




SEXTA | 16 SET

10:00 às 12:00 – Programação do GTT Inclusão e Diferença
Mesa-Temática: A produção acadêmico-científica do GTT Inclusão e Diferença nos 15 anos do CBCE
Convidados:
Dra. Graciele Massoli Rodrigues | ESEFJ/Jundiaí
Dra. Meily Assbú Linhales | UFMG
Moderador:
Ms. Cláudio Marques Mandarino | UNISINOS

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Boletim (In)Formativo 35




III SEMINÁRIO NACIONAL CORPO E CULTURA – CBCE/GTTCC
SÃO LUIZ, 11 A 13 DE AGOSTO DE 2011


Acontecem dias 11 a 13 de agosto o III Seminário Nacional Corpo e Cultura/SNCC, o tema desta edição é: “Corpos Indígenas, Quilombolas e Ribeirinhos: (in) visibilidades, preconceitos e resistência cultural”.
O evento garantiu a participação do Comitê Científico do GTTCC (2005-2007); potencializou a participação de pesquisadores de diferentes regiões do país e a publicação das produções em formato de livro digital chancelado pelo CBCE; além do fortalecimento do CESPCEO no Programa de Pós-Graduação em Educação Física do CEFD/UFES.
Em 2011, o evento será realizado pela parceria entre a Universidade do Estado do Pará – UEPA/Grupo de Pesquisa Linguagens Corporais e Educação na Amazônia e Universidade Federal do Maranhão – UFMA/Coordenação de Educação Física e apoio da Pró-Reitoria de Extensão.
O seminário conta, ainda, com os professores: Mariana Cunha/UFG; Beleni Grando/UNEMAT – CBCE, Socorro Craveiro/UFAC-CBCE, Frank Yamazagi Braga de Azevedo-SEMCAS entre outros.




"O I SNCC foi realizado na UFES, fizemos em cd uma publicação com ISBN do CBCE (formato livro), em 2007. Este possibilitou a consolidação de um grupo de pesquisadores em todas as regiões do país, que pautam suas ações no fortalecimento do CBCE e da temática em suas IES e pós-graduação. Neste, discutimos critérios para avaliação dos trabalhos, afinamos compreensões sobre a função dos pesquisadores integrados aos gtts, etc. O II SNCC, também publicado em CD, com ISSN do CBCE, na UFMT, em 2009. Neste, levantamos os grupos de pesquisa que tinham articulação com os eixos temáticos do gtt, corpo e cultura, foi o que nos mobilizou para a realização do fórum. Em 2011, o III SNCC será na UFMA, no Norte, onde as questões da cultura no corpo é expressão da diversidade em todas as dimensões, inclusive na exploração dos corpos subjugados pelo capital e autoritarismo, especialmente nas comunidades tradicionais que lá sobrevivem "a duras penas"". (Beleni Grando)


11/08/2011
08:00 h às 12:00 h
Credenciamento e Recepção
Local: Campus Universitário do Bacanga - Universidade Federal do Maranhão
09:00 h às 12:00 h
Abertura do Evento
Conferência de Abertura: A Construção da Identidade e os sentidos da cultura corporal nos processos de resistência e de visibilidade social das populações tradicionais e indígenas.
Palestrante: Drª. Mariana Cunha/UFG
Coord.: UFMA
Lançamento de Livros e Coquetel
14:00 h às 15:30 h
Mesa Redonda I: Cultura Corporal afro-brasileira: movimentos de resistência e (re)significação social
Palestrantes: Dr. José Luiz Cirqueira Falcão/UFG - CBCE
Dra. Maria Cecília de Paula Silva/UFBA-CBCE
Prof. Esp. Waldecy das Dores Vieira Vale DEF/UFMA
Coordenação: Dr. Raimundo Nonato Viana/UFMA - CBCE
16:00 h às 18:00 h
Oficina I: Práticas Corporais e as relações etnicoraciais na escola
Ministrante: Prof. Esp. Adalberto Conceição da Silva- Faculdade São Luis
Oficina II: Danças da cultura maranhense
Ministrante: Prof.Frank Yamakazi Braga de Azevêdo- SEMCAS
18:30 h às 20:00 h
Programação Cultural
12/08/2011
08:00 h às 09:30 h
Mesa Redonda II: Diálogos sobre o corpo nos processos de educação das populações indígenas.
Palestrantes: Dra. Beleni Grando/UNEMAT – CBCE
Dra.Artemis Soares/UFAM
Coordenação: Dra. Joelma Alencar/UEPA - CBCE
10:00 h às 12:00h
Oficina III: Práticas Corporais na Educação Escolar Indígena
Ministrante: Dra. Beleni Grando/UNEMAT – CBCE

Oficina IV: Corpo, Indústria Cultural e Povos Indígenas
Ministrante: Prof. Dr. Tadeu João Ribeiro Baptista/ UFMA-CBCE
14:00 h às 18:00 h
Apresentação de Comunicação Oral e Pôster
18:30 h às 19:00 h
II Fórum Nacional Corpo e Cultura (Comitê Científico do GTT CC).
19:00 h às 20:00 h
Programação Cultural
13/08/2011
08:00 h às 09:30 h
Mesa Redonda III: Corpos ribeirinhos, ludicidade e educação.
Palestrantes: Dra. Nazaré Cristina Carvalho/UEPA
Dra. Edna Ferreira Coelho Galvão/UEPA - CBCE
Coordenação: Tadeu João Ribeiro Baptista- UFMA
10:00 h às 12:00
Apresentação de Comunicação Oral e Pôster
10:00 h às 12:00
Oficina V: Práticas Corporais na escola ribeirinha.
Ministrante: Dra. Nazaré Cristina Carvalho/UEPA
14:00 h às 15:30 h
Mesa Redonda III: Corpo, cultura e relações de gênero entre as populações tradicionais e indígenas.
Palestrantes:  Dr.Istvan Varga Dep. Sociologia e Antropologia-UFMA; Dra. Rose Panet-
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas São Luís e consultora da SEDUC-MA
Coordenação: Ms. Ana Paula Sampaio-UEPA
 
15:30 h
Encerramento do Evento e Entrega de Certificado